A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) quer que os 50 anos de relações entre Moçambique e a Alemanha deixem de ser apenas uma celebração diplomática e passem a traduzir-se numa nova vaga de negócios, investimentos e projectos concretos, com o sector privado no centro desta parceria.
A posição foi defendida pelo presidente da CTA, Álvaro Massingue, durante um encontro Business to Business (B2B), realizado na sede da organização, em Maputo. O encontro reuniu empresários moçambicanos e uma delegação empresarial alemã presente na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026), à procura de oportunidades no mercado moçambicano.
Ao receber os empresários alemães, Álvaro Massingue defendeu uma nova etapa nas relações económicas entre os dois países, na qual o sector privado deverá assumir um papel central. “Queremos que esta celebração transforme a amizade entre os nossos países em negócios, investimentos e projectos concretos.”
Segundo o responsável, a Alemanha é um parceiro sólido e fiável de Moçambique e mantém uma presença relevante em sectores estratégicos, como energia, infra-estruturas, água e saneamento e formação técnico-profissional. No encontro, a CTA apresentou oportunidades de investimento nestas áreas, bem como nos sectores da logística, agro-processamento, cadeias de valor agrícolas, indústria e digitalização.
Para o presidente da CTA, a combinação entre a capacidade tecnológica, a inovação e a experiência industrial alemãs e os recursos, parceiros nacionais e mercados em crescimento de Moçambique pode criar condições para aprofundar a relação económica entre os dois países. A localização estratégica de Moçambique, com acesso à África Austral e aos mercados da SADC, foi igualmente apontada como uma vantagem para as empresas alemãs interessadas em expandir a sua presença no continente africano.
Mais do que atrair capital, a CTA pretende que esta nova fase da parceria produza benefícios duradouros para a economia moçambicana. Entre os resultados esperados estão a criação de emprego, a transferência de conhecimento e tecnologia, o desenvolvimento de fornecedores locais e o fortalecimento das cadeias de valor nacionais.
Álvaro Massingue defendeu também que os encontros empresariais realizados no âmbito da FACIM devem ultrapassar a lógica tradicional de contactos institucionais e transformar-se em plataformas para a concretização de negócios. “Deve ser um espaço para transformar contactos em negócios e confiança em parcerias. Esperamos que destes encontros resultem parcerias comerciais, joint ventures, transferência de tecnologia, investimentos directos e projectos conjuntos”, afirmou.
A CTA garantiu, por outro lado, que pretende acompanhar as relações empresariais para além da FACIM. A organização deverá facilitar o contacto entre empresas alemãs e associações sectoriais moçambicanas, bem como apoiar o acompanhamento dos entendimentos alcançados durante os encontros.
Em representação da delegação empresarial alemã, Cristoph Neuberg, CEO da Câmara de Comércio e Indústria de Chemnitz, manifestou confiança no potencial económico de Moçambique e defendeu uma maior aproximação entre os sectores privados dos dois países. Neuberg destacou a importância do encontro para transformar o interesse empresarial em oportunidades concretas, sublinhando que o objectivo deve ir além da simples criação de contactos.
A mensagem deixada pela delegação empresarial alemã é de disponibilidade para acompanhar Moçambique numa nova fase de crescimento e industrialização. “Moçambique pode contar com a Alemanha como parceiro de longo prazo”, afirmou Cristoph Neuberg.
Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)


























































