A frota de aeronaves comerciais em África deverá mais do que duplicar até 2045, passando de 755 aviões em 2025 para 1625, segundo uma previsão divulgada nesta quinta-feira, 3 de Setembro, pela fabricante norte-americana Boeing.
Segundo a Reuters, a empresa atribui o crescimento esperado ao aumento da população jovem e à crescente urbanização do continente, factores que deverão impulsionar a procura por viagens dentro de África e entre o continente e o Médio Oriente.
De acordo com o relatório anual Commercial Market Outlook da Boeing, o crescimento previsto da frota exigirá a entrega de 1165 aeronaves nos próximos 20 anos.
Os aviões de corredor único, utilizados sobretudo em rotas domésticas e regionais, deverão representar 870 das novas aeronaves, cerca de três quartos do total.
A Boeing prevê ainda a entrega de 240 aviões de fuselagem larga, normalmente utilizados em rotas internacionais de longa distância, e de 15 aeronaves de carga.
O tráfego de passageiros dentro de África deverá crescer a uma média anual de 6,5% até 2045. Já o tráfego entre África e o Médio Oriente deverá aumentar 7,1% por ano, constituindo a taxa de crescimento mais elevada entre os principais mercados de transporte aéreo da região.
O tráfego entre África e a Europa deverá crescer a um ritmo mais moderado, de 3,4% ao ano. No segmento de carga, a frota africana deverá aumentar de 60 para 150 aeronaves de transporte de mercadorias, impulsionada pela expansão da logística, do comércio electrónico e das exportações.
Companhias como a Ethiopian Airlines, a EgyptAir e a Kenya Airways estão entre as principais operadoras do mercado africano, utilizando sobretudo aeronaves da Boeing e da Airbus nas suas rotas de longo curso. Nas ligações regionais, as principais companhias aéreas do continente recorrem habitualmente a aeronaves fabricadas pela Embraer, ATR e De Havilland.
Shahab Matin, director-geral de Marketing Comercial da Boeing para África e Médio Oriente, afirmou que o mercado africano está a entrar num período de crescimento sustentado, impulsionado pela melhoria da conectividade, pelo aumento das viagens dentro do continente e pelo aprofundamento das relações económicas.
A Boeing estima igualmente que o mercado africano de serviços de aviação, incluindo manutenção, reparação, revisão, modificações e serviços digitais, deverá movimentar cerca de 140 mil milhões de dólares entre 2026 e 2045.
Para acompanhar a expansão prevista, serão necessários cerca de 75 mil novos profissionais da aviação, incluindo 22 mil pilotos, 25 mil técnicos e 28 mil tripulantes de cabine, segundo a fabricante. A Boeing ressalva que a previsão representa uma perspectiva de longo prazo sobre a evolução do mercado e não uma projecção de encomendas de aeronaves.



























































