A Corporação de Desenvolvimento Industrial da África do Sul (IDC), instituição sul-africana de financiamento ao desenvolvimento, pretende vender a sua participação na Rossing Uranium, uma das maiores minas de urânio a céu aberto do mundo, localizada na Namíbia, devido à ligação de outros accionistas a entidades iranianas e russas sujeitas a sanções internacionais.
De acordo com uma publicação da Bloomberg, a IDC detém cerca de 10,5% da Rossing Uranium, segundo o relatório anual da instituição. A empresa considera que a manutenção do investimento poderá deixá-la exposta a riscos relacionados com as sanções internacionais aplicadas às entidades iranianas e russas ligadas ao projecto.
“A continuidade do investimento da IDC na Rossing é incompatível com as suas políticas internas e com os requisitos dos seus credores, que obrigam a IDC a abandonar relações comerciais que envolvam entidades sancionadas”, refere a instituição no relatório.
Com sede em Joanesburgo, África do Sul, a IDC recebeu pelo menos 35 propostas de interessados na aquisição da sua participação na empresa mineira, segundo o mesmo documento.
A Rossing Uranium explora uma das maiores minas de urânio a céu aberto do mundo, situada no deserto do Namibe, na Namíbia, de acordo com a IDC.
A eventual venda da participação surge num contexto de maior escrutínio sobre relações comerciais com empresas e entidades sujeitas a sanções internacionais, particularmente ligadas à Rússia e ao Irão.



























































