O ouro está a negociar praticamente inalterado nesta sexta-feira, 4 de Setembro, face à sessão do dia anterior, preparando-se para fechar a semana com um ganho semanal modesto, numa altura em que a política monetária volta a estar em foco e os investidores revêem as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) norte-americana avançar com uma subida nas taxas de juro quando reunir daqui a menos de duas semanas.
Nesta manhã, o metal amarelo recua 0,13%, para 4467,66 dólares por onça, depois de ter acelerado mais de 2% na sessão de quinta-feira. O movimento ocorreu na sequência de uma intervenção pública de Christopher Waller, na qual o governador da Fed afirmou que não se oporia à manutenção das taxas de juro no nível actual caso a inflação desse sinais de abrandamento.
Waller afirmou que a sua decisão será “fortemente influenciada” pelos dados de inflação de Agosto, que serão divulgados na próxima semana, os analistas antecipam uma manutenção da inflação nos 3,4% registados em Julho. “Mas se a inflação vier em alta, consideraria um aumento das taxas”, declarou ainda, antes de acrescentar: “os dados recentes sugerem que estamos finalmente a ver alguns sinais de abrandamento”.
Face a estes comentários, o mercado de swaps reviu em baixa as expectativas em torno de uma subida das taxas de juro. As probabilidades foram revistas para menos de 70% e os investidores aguardam agora a divulgação do relatório sobre a criação de emprego nos Estados Unidos da América (EUA) relativo a Agosto, à procura de pistas sobre o futuro da política monetária norte-americana.
O metal amarelo recebeu ainda impulso das crescentes expectativas de uma intervenção das autoridades japonesas no iene, o que está a aumentar a pressão sobre o dólar e a contribuir para a sua desvalorização. A divisa norte-americana atingiu na quinta-feira o valor mais baixo desde Maio, tornando a compra de ouro mais atractiva para os investidores internacionais.























































