O Presidente da República, Daniel Chapo, classificou esta quarta-feira, 2 de Setembro, as duas novas estações de bombagem do oleoduto Beira-Feruka como uma “verdadeira artéria económica” entre Moçambique e o Zimbabué, defendendo mais investimentos em infra-estruturas que reforcem a integração económica e energética da África Austral, informou a agência Lusa.
Daniel Chapo falava em Nhamatanda, província de Sofala, durante o lançamento das obras de construção das duas estações, que serão instaladas nas províncias de Sofala e Manica e têm conclusão prevista para finais de 2027. O empreendimento da Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabué (CPMZ) deverá aumentar em 67% a capacidade do oleoduto, para cinco milhões de metros cúbicos anuais.
Corredor da Beira como eixo de desenvolvimento
“Este oleoduto transporta combustível, mas transporta também cooperação, confiança e interdependência entre os nossos países e povos. É por isso uma verdadeira artéria económica que liga Moçambique ao Zimbabué, o que contribui para a segurança energética da nossa região”, afirmou Daniel Chapo.
Segundo o Presidente, a expansão representa um “novo salto” no transporte de combustíveis e enquadra-se numa estratégia de integração logística e energética entre os dois países. O oleoduto Beira-Feruka, com 294 quilómetros, liga o Porto da Beira ao Zimbabué e integra o Corredor da Beira.
“Queremos transformar progressivamente os corredores nacionais de simples corredores de trânsito em verdadeiros corredores de desenvolvimento. A industrialização, o comércio, a integração regional, essas é que são as nossas visões”, afirmou Chapo.
“Este oleoduto transporta combustível, mas transporta também cooperação, confiança e interdependência entre os nossos países e povos. É por isso uma verdadeira artéria económica que liga Moçambique ao Zimbabué, o que contribui para a segurança energética da nossa região”
Daniel Chapo
O chefe do Estado defendeu que, ao longo destes corredores, devem surgir indústrias, centros logísticos e de processamento, zonas económicas especiais, zonas francas industriais, pequenas e médias empresas e novas oportunidades de emprego. O aumento da capacidade do oleoduto será acompanhado pela modernização da Linha Petrozim, entre Feruka e Harare.
Integração económica regional
Daniel Chapo enquadrou o projecto no processo de integração da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), defendendo que a cooperação regional deve passar da aspiração política para resultados económicos concretos.
“As nossas fronteiras políticas não devem transformar-se em fronteiras económicas. Vamos manter as fronteiras administrativas. Vamos manter as fronteiras políticas, mas vamos esquecer as fronteiras económicas porque todos nós somos irmãos”, afirmou.
O Presidente acrescentou que os países da região devem aproveitar as vantagens de cada economia para promover o desenvolvimento colectivo. “Precisamos de construir uma África Austral onde os nossos países estejam cada vez mais interligados, onde as vantagens de cada economia passam a servir o desenvolvimento das restantes economias da região da SADC”, declarou.
Criada na segunda metade da década de 1950, então com a designação de Companhia do Pipeline Moçambique-Rodésia, a CPMZ foi concebida para transportar combustíveis a partir do Porto da Beira, de modo a responder às necessidades do Zimbabué, Maláui e Zâmbia. Com a nova expansão, o Governo pretende reforçar o papel do Corredor da Beira no abastecimento energético e na integração económica da região.



























































