AA Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) investiu 13,2 milhões de dólares na aquisição de dois novos guindastes móveis portuários da Liebherr. Os equipamentos, inaugurados esta quinta-feira, 3 de Setembro, deverão aumentar a produtividade das operações, reduzir o tempo de permanência dos navios e melhorar a fiabilidade do serviço prestado aos clientes.
Com a entrada em funcionamento dos novos equipamentos, a MPDC passa a dispor de uma frota de oito guindastes móveis. A aquisição permitirá também substituir, de forma progressiva, os guindastes 1 e 2, os mais antigos da frota, que se encontram em operação há 11 anos.
Os novos guindastes têm capacidade para manusear entre 360 e 400 toneladas por grupo de trabalho e por hora. Segundo a empresa, este desempenho deverá contribuir para acelerar as operações portuárias, reduzir os tempos de atendimento aos navios e oferecer maior previsibilidade às cadeias de abastecimento dos clientes.
Investimento Enquadrado na Extensão da Concessão
A cerimónia de inauguração foi dirigida pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que considerou o investimento mais um passo na implementação dos compromissos assumidos no âmbito da extensão da concessão do Porto de Maputo até 2058.
“A competitividade portuária não é uma condição adquirida de forma definitiva. É construída todos os dias, através da qualidade das infra-estruturas, da fiabilidade dos equipamentos, da competência das equipas e da capacidade de responder às mudanças do mercado”, afirmou.
O governante encorajou a MPDC a manter o ritmo de investimento, mas advertiu que o aumento da capacidade portuária deverá ser acompanhado por melhorias nos restantes segmentos da cadeia logística, nomeadamente na ferrovia, nos postos fronteiriços, na circulação rodoviária e na integração dos diferentes sistemas.
MPDC Quer Reforçar Previsibilidade das Operações
Por sua vez, o director-executivo da MPDC, Osório Lucas, defendeu que o impacto do investimento deverá ser medido, sobretudo, pela melhoria da qualidade do serviço prestado aos clientes.
“Para o cliente, o mais importante não é apenas a capacidade nominal do equipamento. O que verdadeiramente conta é encontrar, no Porto de Maputo, um parceiro que responda com previsibilidade, proteja a continuidade da sua cadeia de abastecimento e lhe permita permanecer competitivo”, declarou.
Osório Lucas reiterou o compromisso da empresa com o investimento contínuo, a formação das equipas e o aumento da produtividade em condições de segurança. Destacou igualmente a necessidade de reforçar a coordenação entre os diferentes intervenientes da cadeia logística e de manter uma aposta permanente na inovação.
Neste domínio, apontou o Port Community System como uma das iniciativas destinadas a complementar a modernização da capacidade física do Porto, através de uma maior digitalização e integração dos procedimentos logísticos.
Porto Movimentou 32 Milhões de Toneladas em 2025
Em 2025, o Porto de Maputo movimentou um total de 32 milhões de toneladas de carga. Deste volume, mais de 15 milhões de toneladas foram directamente manuseadas pela MPDC.
Para 2026, a empresa prevê manter a trajectória de crescimento, apoiada pelo reforço da capacidade operacional, pela modernização dos equipamentos e por uma maior integração do corredor logístico de Maputo.
Texto: Alfredo Ubisse



























































