O ouro voltou a negociar acima dos 4400 dólares por onça, acelerando pelo segundo dia consecutivo, depois da promessa de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), de acabar com a mais recente onda de ataques no Médio Oriente em breve ter levado os preços do petróleo a cederem cerca de 1%.
Nesta manhã, o metal amarelo acelera 0,78% para 4422,12 dólares por onça, tendo mesmo chegado a avançar mais de 1,2% esta madrugada. Os movimentos desta quinta-feira seguem-se a um dia positivo para o ouro, que conseguiu interromper na quarta-feira uma série de três sessões em queda.
A matéria-prima vinha a ser pressionada por um aumento dos receios inflacionistas, após um rally nos preços do petróleo ter levado o crude a negociar em máximos de várias semanas e acima dos 90 dólares por barril. O alívio de hoje é momentâneo, mas está a ser suficiente para dar força ao ouro, que tende a ser pressionado sempre que aumentam as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) apertar a política monetária, uma vez que não rende juros.
Apesar de meses de grande volatilidade, o ouro continua com um saldo positivo este ano. Mesmo assim, o metal está a negociar bastante longe dos máximos atingidos no final de Janeiro, quando quase tocou nos 5600 dólares por onça. Isto antes de o conflito estalar no Médio Oriente e a inflação, até aqui controlada, voltar a disparar e a reduzir o apetite dos investidores por esta matéria-prima.
A atenção dos investidores vira-se agora para o mercado laboral dos EUA. Depois de, em Julho, a economia norte-americana ter perdido 23 mil postos de trabalho e os números dos meses anteriores terem sido revistos em baixa, os analistas antecipam uma recuperação em Agosto.
“Com Kevin Warsh, presidente da Fed, a evitar indicar um resultado específico para a reunião, os dados que vão sendo divulgados assumem agora maior peso na determinação da trajectória da política monetária a curto prazo”, explica Christopher Wong, do Oversea-Chinese Banking Corp, à Bloomberg. “Isso deixa os mercados susceptíveis a reajustes de preços desproporcionados, oscilações excessivas e reversões em torno da divulgação de dados-chave”, acrescenta.



























































