A directora dos Serviços Centrais de Manutenção e Segurança Rodoviária na Administração Nacional de Estradas (ANE), Rubina Normahomed, anunciou esta terça-feira, 1 de Setembro, durante um seminário realizado no âmbito da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026), que, a partir de Abril do próximo ano, será implementado um programa de intervenção em estradas nacionais, avaliado em 2,6 mil milhões de dólares e abrangendo 3183 quilómetros.
A iniciativa pretende aumentar a proporção de estradas revestidas dos actuais 28% para 38% até 2031, numa rede nacional de cerca de 30 mil quilómetros. O objectivo integra o Projecto Acelerado de Reabilitação e Construção de Estradas Nacionais 2026-31, conhecido como “Mais Estradas – 2031”, lançado pelo Governo para melhorar a conectividade rodoviária do País.
Apesar do investimento previsto, 72% da rede nacional permanece sem revestimento, limitando a mobilidade de pessoas e bens e dificultando a ligação entre zonas de produção e mercados. A expansão da rede revestida é, por isso, uma das principais metas da iniciativa.
Dos 2,6 mil milhões de dólares de financiamento estimado, mil milhões já estão assegurados. O montante corresponde a parte dos recursos necessários para executar as obras, enquanto a mobilização do financiamento remanescente deverá acompanhar a implementação do programa.
As intervenções deverão abranger várias regiões do País, com destaque para Nampula, Zambézia e Niassa. Dados anteriormente divulgados pela ANE indicam que estão previstos trabalhos em todas as províncias, incluindo 951 quilómetros no norte, 953 quilómetros no centro e 706 quilómetros no sul.
A preparação encontra-se actualmente em curso, estando prevista para Dezembro a conclusão da contratação dos empreiteiros. A execução das obras deverá começar em Abril de 2027, depois de concluídas as etapas preparatórias e os procedimentos de contratação.
Além de melhorar a transitabilidade, o programa prevê reforçar as ligações entre as zonas de produção e os principais mercados, reduzir os custos logísticos e de transporte e apoiar a actividade económica. Inclui ainda medidas para aumentar a resistência das infra-estruturas rodoviárias aos efeitos de inundações, erosão e ciclones.
A aposta na expansão da rede revestida ocorre num contexto de danos frequentes nas estradas provocados por eventos climáticos extremos. Só na época chuvosa 2025-26, 9522 quilómetros de estradas, 51 pontes e 237 aquedutos foram afectados, aumentando a pressão sobre a capacidade de manutenção da rede.
Fonte: Jornal notícias


























































