A Academia Nacional de Ciências Aeronáuticas (ACA) prevê formar e colocar no mercado 790 profissionais de aviação civil até 2030, no âmbito da sua estratégia de reforço do capital humano do sector.
A meta foi apresentada esta quarta-feira, 2 de Setembro, pelo director-geral da instituição, Tuaha Mote, durante uma palestra sobre o futuro da formação na aviação civil em Moçambique, realizada na Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026).
O plano contempla profissionais de diferentes áreas, incluindo pilotos, controladores de tráfego aéreo, técnicos de informação e comunicação aeronáutica, assistentes de bordo e outras especialidades.
Segundo Mote, a ACA pretende também descentralizar o acesso à formação, levando os processos de admissão para diferentes províncias do País. “Vamos para as províncias, para que as pessoas se interessem pela aviação, não só aqueles que vivem em Maputo”, afirmou o director-geral.
A instituição considera fundamental formar quadros no País para responder às necessidades das companhias aéreas e reduzir os custos associados à formação no estrangeiro.
“É insustentável para as companhias aéreas mandar os seus profissionais para fora do País”, defendeu Mote.
Entre as novas áreas previstas está a formação de pilotos de drones, pilotos privados e comerciais, assistentes de bordo e profissionais ligados às operações aeroportuárias.
A Academia pretende igualmente modernizar os currículos e introduzir tecnologias como simuladores avançados e ferramentas digitais. “É preciso que os profissionais tenham que se preparar para a tendência da tecnologia e preparar também para a transição digital”, disse.
A meta de formar 790 profissionais até 2030 está ligada ao programa de investimentos da ACA, que inclui novas aeronaves, simuladores e a modernização das salas de formação.
Texto: Germano Ndlovo



























































