O ouro está a negociar praticamente inalterado esta quarta-feira, numa altura em que o conflito continua aceso no Médio Oriente e os investidores aumentam as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) norte-americana avançar com uma subida nas taxas de juro já em Setembro para fazer face a uma escalada na inflação.
A esta hora, o metal amarelo recua 0,05% para 4326,81 dólares por onça, mantendo-se próximo de mínimos de duas semanas, depois de ter perdido quase 6% nas últimas três sessões. Perante uma probabilidade de 70% de a Fed avançar com um aperto monetário na próxima reunião, os investidores colocam ainda em cima da mesa uma nova subida das taxas até Março do próximo ano.
“A reacção do mercado está a ser razoável”, com a queda do ouro a reflectir a maior probabilidade de subidas das taxas de juro e um dólar mais forte, nota Frederik Fischer, gestor sénior de carteiras de fundos multiactivos e de matérias-primas na Allianz Global Investors, citado pela Bloomberg. Isso também “deixa alguma margem para surpresas positivas”, acrescenta.
Esta terça-feira, os EUA lançaram uma nova vaga de ataques contra alvos militares iranianos. A República Islâmica retaliou contra vários países vizinhos, interrompendo o período de acalmia que se prolongava no Médio Oriente há quase um mês e que permitiu a Washington, ainda que momentaneamente, mudar a estratégia para uma “guerra” económica.
A escalada das tensões, aliada à intervenção de Kevin Warsh, presidente da Fed, em Jackson Hole, criou um cenário desfavorável para o ouro, que não rende juros. Os avisos de que será necessário apertar a política monetária para combater a inflação têm-se multiplicado entre os membros do banco central, enquanto os mercados interpretaram a mensagem de Warsh como um sinal de que as subidas das taxas de juro deverão ser retomadas.























































