A Meta anunciou medidas de protecção para utilizadores menores de 18 anos no Facebook e no Instagram, que incluem o limite de duas horas de utilização diária, modo nocturno entre a meia-noite e as 06h00, modo escolar das 08h00 às 15h00 e maior controlo sobre conteúdos e contactos com adultos, na sequência de um acordo judicial nos Estados Unidos de América (EUA) que prevê o pagamento de até 18 mil milhões de dólares pela empresa.
As regras, que ainda dependem de aprovação judicial, serão aplicadas automaticamente aos adolescentes nos estados abrangidos pelo acordo e deverão permanecer em vigor, na maioria dos casos, durante dez anos. A Meta pretende também reforçar as ferramentas de controlo parental, permitindo aos pais receber alertas sobre a utilização das contas e interacções com utilizadores considerados potencialmente suspeitos, além de tornar algumas medidas de segurança obrigatórias.
Entre as mudanças está a possibilidade de os adolescentes utilizarem um feed sem recomendações personalizadas por algoritmos e desactivarem a reprodução automática de vídeos e outros conteúdos. Por defeito, o número de gostos e reacções nas publicações deixará de ser visível para os utilizadores mais novos.
A empresa anunciou igualmente restrições adicionais a conteúdos considerados inadequados para determinadas idades, incluindo limitações ao uso de alguns filtros relacionados com maquilhagem e cirurgia estética. A Meta pretende ainda melhorar os sistemas de verificação de idade, manter privadas as contas de adolescentes e dificultar o contacto entre menores e adultos considerados suspeitos.
Outra medida prevê a expansão dos mecanismos de protecção durante determinados períodos do dia. O modo nocturno impedirá o acesso às plataformas entre a meia-noite e as 06h00, enquanto o modo escolar suspenderá as notificações entre as 08h00 e as 15h00, com excepções para alertas considerados importantes, como questões de segurança.
Segundo a Meta, o acordo procura incentivar a adopção de medidas semelhantes por outras plataformas utilizadas por menores, incluindo o YouTube e o TikTok. A empresa admite que algumas regras poderão ser reforçadas caso outras companhias do sector adoptem o mesmo padrão de segurança.
O acordo surge na sequência de processos movidos por vários estados norte-americanos contra a Meta, que acusavam a empresa de ter concebido o Facebook e o Instagram de forma a incentivar a dependência entre crianças e adolescentes e de induzir os utilizadores em erro quanto à segurança das plataformas. O julgamento teve início na semana passada e terminou com um acordo que prevê que a Meta pague até 18 mil milhões de dólares a 48 estados, Washington D.C. e aos territórios norte-americanos de Porto Rico, Samoa Americana e Ilhas Marianas do Norte.
A maior parcela deverá ser destinada à Califórnia, que poderá receber cerca de 2,2 mil milhões de dólares, enquanto Texas e Nova Iorque deverão receber mais de mil milhões de dólares cada. A Meta negou ter cometido irregularidades, apesar de ter aceite o acordo, que ainda precisa de ser aprovado pela juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers.
Fonte: Tek Notícias



























































