O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás angolano afirmou nesta segunda-feira (31) que Angola já ultrapassou o desafio de estabilizar a produção, e apelou aos operadores para superarem a meta diária de um milhão de barris de petróleo.
Diamantino Azevedo esteve em Luanda à conversa com o director-geral da ExxonMobil Angola, Brian Unietis, durante a cerimónia que assinalou os 32 anos do início das operações do Bloco 15, situado a cerca de 145 quilómetros da costa norte de Angola e com uma produção acumulada de cerca de 2,7 biliões de barris de petróleo.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás recordou que Angola esteve vários anos sem licitar novos blocos, mas que, nos últimos nove, foram licitados 72, pelo que “isso tem de trazer resultados”.
“Esse é o desafio agora. Peço o vosso contributo: o que é que temos de fazer para efectivamente aumentar a produção? Porque eu acho que potencial existe”, afirmou.
Em declarações à imprensa, Diamantino Azevedo disse estar satisfeito com o desempenho das empresas petrolíferas, tanto ao nível da produção como dos projectos sociais e da angolanização do sector. Defendeu, contudo, que é necessário continuar a elevar as metas.
“Quando alcançamos um objectivo temos de introduzir outros objectivos. O que pedi às empresas é para que invistam mais, procurem negociar com a agência de petróleos outros blocos e olhem também com atenção para a questão da angolanização”, afirmou.
O governante anunciou ainda a publicação, em breve, de decretos executivos relativos a novos blocos offshore e onshore, que ficarão disponíveis para avaliação dos investidores.
“Temos vários blocos no onshore, porque nós perspectivamos aí a possibilidade de existência de petróleo. Há muito trabalho para fazer”, referiu.
Em relação ao Bloco 15, o ministro destacou o nível de angolanização, que já atingiu 95%. Defendeu, contudo, uma maior participação de empresas nacionais na prestação de serviços.
“Referi-me também à necessidade de vermos mais prestadores de serviço angolanos a participarem, mas esse é um desafio não só para as empresas operadoras, mas também para as próprias empresas angolanas serem mais afoitas, procurarem mais participação nesta parte da actividade produtiva”, afirmou.
Diamantino Azevedo defendeu igualmente uma reflexão conjunta sobre a qualidade e o impacto dos projectos sociais desenvolvidos pelas empresas petrolíferas.
O Bloco 15, localizado em águas profundas e operado pela ExxonMobil, tem como parceiras a Azule Energy, a Equinor e a Sonangol. A licença de operação foi prolongada até 2037, estando previsto um investimento de três mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros).
Fonte: Lusa


























































