A bolsa nova-iorquina encerrou a sessão desta segunda-feira, 31 de Agosto, em baixa, com os investidores a cederem ao regresso dos ataques dos Estados Unidos da América (EUA) ao Irão e à subida das taxas de juro e das cotações do petróleo.
O S&P 500 desceu 0,33% para 7686,14 pontos, o Dow Jones recuou 0,70% para 53 185,90 pontos e o Nasdaq Composite abrandou 0,12% para 26 370,89 pontos.
O crude subiu com força. O WTI avançou entre 2,5% a 3%, para a zona dos 85,5-86 dólares por barril, enquanto o Brent ganhou cerca de 2,5% a 3,5%, aproximando-se ou superando os 90-91 dólares. A subida foi impulsionada pela renovação das tensões no Estreito de Ormuz.
Em resumo, o dia ficou marcado pela combinação de risco geopolítico no Médio Oriente (com impacto directo no petróleo), reforço das apostas em juros mais altos e pressão sobre a dívida americana, o que pesou nas acções, apesar da resiliência relativa dos índices no mês.
O sell-off nos Treasuries continuou a pressionar as yields. O rendimento da Treasury a dez anos subiu para a zona dos 4,75%-4,76%, níveis que correspondem a máximos de cerca de 19 meses. A subida reflecte preocupações com a inflação (ainda alimentada pela energia), a política monetária mais hawkish da Reserva Federal (Fed) – após comentários recentes do presidente Kevin Warsh -, e a oferta de dívida, num contexto de renovada incerteza geopolítica.
O euro subiu face ao dólar, regressando ao patamar dos 1,16 dólares, numa altura em que se perspectiva uma subida das taxas de juro nos Estados Unidos e aumentam as tensões no Médio Oriente.

























































