O ouro está a negociar com uma ligeira queda esta terça-feira (1), continuando a mais recente trajectória de desvalorização iniciada na passada sexta-feira, com os investidores a reverem em alta as expectativas em relação a uma subida nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana até ao final do ano.
Nesta manhã, o metal amarelo recua 0,26% para 4428,73 dólares por onça, depois de ter caído mais de 3,5% nas duas sessões anteriores. Ainda assim, o ouro fechou Agosto com um ganho de quase 10%, o maior avanço mensal desde Janeiro, impulsionado em grande parte pela intervenção do Tesouro dos Estados Unidos da América (EUA) no mercado de dívida. A medida surpreendeu os investidores e reacendeu preocupações sobre a saúde da maior economia mundial.
A trajectória de subida foi, contudo, interrompida após a intervenção de Kevin Warsh no simpósio anual da Fed. O presidente do banco central enviou uma mensagem hawkish aos mercados, afirmando que a inflação não dá sinais significativos de estar a abrandar em direcção à meta de 2% e reforçando que as taxas de juro são a “ferramenta preferencial” para combater a subida dos preços.
A contribuir para a pressão sobre o ouro, o conflito no Médio Oriente provocou uma subida dos preços do petróleo. Apesar de o metal amarelo ser tradicionalmente um dos activos preferidos dos investidores em períodos de tensão geopolítica, as pressões inflacionistas têm reduzido o apetite pela matéria-prima, que não gera juros.
“A recuperação do ouro foi prematura devido às persistentes preocupações com a inflação”, escrevem os analistas da TD Securities, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. “Esperamos alguma descida nos preços, mas não prevemos outra queda acentuada em direcção aos 4 mil dólares por onça, uma vez que o tema renovado da desvalorização do dólar proporciona um forte apoio”, acrescentam.























































