Os preços do petróleo estão a acelerar quase 3%, com o crude de referência para a Europa a voltar a negociar acima dos 90 dólares, depois de os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão terem trocado ataques no Médio Oriente pela primeira vez num mês. Um petroleiro terá ainda embatido contra uma mina no Estreito de Ormuz, aumentando a sensação de insegurança na travessia.
Nesta manhã, o Brent, crude de referência para a Europa, acelera 2,75%, para 90,53 dólares por barril, depois de ter chegado a subir mais de 3% durante a madrugada. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI), benchmark para os EUA, sobe 2,48%, para 85,47 dólares, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão avança 3,45%, para 69,30 euros por megawatt-hora.
Ao cair da noite de domingo, as forças norte-americanas atacaram lançadores de rockets iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, quebrando a trégua nos combates, numa altura em que a guerra intermitente entre os dois países entrou já no sétimo mês. Segundo um responsável norte-americano, o Exército iraniano estaria a preparar-se para lançar rockets com minas marítimas na via navegável, levando os EUA a realizar um ataque preventivo.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado bases aéreas norte-americanas na Jordânia. Ao mesmo tempo, informou que um superpetroleiro não identificado, que tentava atravessar o Estreito de Ormuz por uma rota a sul, foi atingido por duas minas. Até ao momento, não houve confirmação independente deste incidente.
“O ataque directo às bases de lançamento iranianas pouco contribui para fazer avançar as negociações, tal como o facto de o Irão ripostar contra a Jordânia”, explicou Chris Weston, director de investigação da Pepperstone Group, à Bloomberg. “Mas parece haver pouca vontade, nesta fase, de impulsionar o preço do petróleo para níveis significativamente mais elevados”, acrescentou.
Os futuros do petróleo preparam-se para fechar um mês bastante volátil, durante o qual o Brent negociou num intervalo de quase 17 dólares por barril. Os preços têm sido influenciados pelos esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito, bem como pelas promessas do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, de pressionar Teerão a capitular, intensificando os esforços para paralisar a economia iraniana.



























































