O ouro está pela segunda sessão consecutiva a negociar com perdas, depois de ter desvalorizado mais de 3% na sexta-feira (29), pressionado pela promessa de Kevin Warsh, presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, de combater a inflação e atingir a meta de 2% do banco central, o que deverá implicar uma subida nas taxas de juro até ao final do ano.
Nesta manhã, o metal amarelo desvaloriza 0,38%, depois de ter chegado a cair mais de 1% durante a madrugada, após ter registado a pior sessão desde o início de Junho. Ainda assim, o ouro encaminha-se para fechar Agosto com uma valorização de quase 10%, naquele que será o melhor mês para a matéria-prima desde Janeiro.
Na conferência anual da Fed, em Jackson Hole, Warsh reiterou a necessidade de trazer a inflação para os 2% e afirmou que as taxas de juro continuam a ser a “ferramenta preferencial” para alcançar esse objectivo. Os comentários levaram os investidores a rever as expectativas quanto à possibilidade de a autoridade monetária avançar com um aperto monetário já em Setembro, apontando agora para uma probabilidade superior a 60%.
“A mudança para uma postura mais hawkish surpreendeu muitos investidores”, pelo que alguns ventos contrários de curto prazo sobre o ouro deverão manter-se, explica Rajeev De Mello, gestor de carteiras da GAMA Asset Management, à Bloomberg. O analista antecipa que os preços negoceiem entre os 4200 e os 4300 dólares nas próximas semanas, mantendo-se, no entanto, optimista quanto ao desempenho do metal amarelo no longo prazo.
O aumento dos preços dos combustíveis, após uma nova troca de ataques no Médio Oriente, está a agravar as pressões inflacionistas e a pesar sobre o ouro. De acordo com as forças norte-americanas, os Estados Unidos da América lançaram uma ofensiva preventiva contra lançadores de foguetes iranianos estacionados numa ilha do Estreito de Ormuz, depois de o Exército iraniano ter sido visto a preparar-se para lançar rockets com minas sobre a via marítima. As forças de Teerão responderam com um ataque a bases norte-americanas na Jordânia.























































