A rotina empresarial e a necessidade de adaptação constante das tarefas, de forma a garantir a eficiência e o crescimento de um negócio, exigem dos profissionais responsáveis pela gestão e coordenação dos diferentes sectores um esforço permanente na procura de melhores resultados. Entre as metodologias utilizadas pelas empresas para aumentar a eficiência e optimizar os resultados está o orçamento base zero (OBZ).
O orçamento base zero é uma metodologia de planeamento orçamental que projecta receitas, custos e despesas sem tomar como referência os valores registados em exercícios anteriores.
Ao contrário do orçamento tradicional, que normalmente utiliza o histórico de despesas como ponto de partida, o OBZ obriga a empresa a justificar cada gasto previsto, começando, na prática, a partir de uma base zero.
A metodologia permite aos gestores financeiros controlar melhor os gastos, eliminar desperdícios e direccionar os recursos para actividades que estejam alinhadas com os objectivos e a estratégia actual da empresa.
Durante a elaboração do orçamento, cada departamento é organizado por centros de custo e deve detalhar as despesas previstas. Desta forma, torna-se mais fácil avaliar quais os gastos realmente necessários e quais podem ser reduzidos ou eliminados.
O principal objectivo do OBZ é, portanto, reduzir custos, optimizar a utilização dos recursos e garantir que cada despesa contribui para os resultados do negócio.
Para compreender o funcionamento do orçamento base zero, é importante conhecer três conceitos:
- Limiar: corresponde aos gastos mínimos necessários para que uma empresa ou departamento possa manter as suas actividades essenciais e cumprir as obrigações legais, mesmo num cenário adverso.
- Incrementos: representam os custos associados a actividades específicas. Em vez de analisar apenas os custos de um departamento, estes são divididos por actividades e avaliados individualmente, incluindo recursos humanos, software, fornecedores e outros gastos.
- Torre: é uma forma de organizar as actividades segundo o seu grau de prioridade e alinhamento com a estratégia da empresa. Quanto maior a prioridade e a contribuição para os objectivos do negócio, mais relevante será a actividade no orçamento.
Fonte: BCN Investimentos


























































