Embora não determine o sabor de forma isolada, a análise visual das cores dos vinhos oferece pistas fundamentais sobre a personalidade e o momento de um vinho.
Intensidade cromática e estrutura
Vinhos de cor mais profunda indicam frequentemente uma maior extracção de compostos fenólicos durante a vinificação. Tal traduz-se, de uma forma geral, em maior concentração de taninos e corpo, reflectindo um processo de maceração mais intenso para extrair a essência da casca da uva.
A cronologia nas bordas
A análise da orla (a extremidade do vinho na taça) funciona como uma linha do tempo. Matizes azuladas ou violáceas são marcas de juventude e vivacidade. À medida que o vinho percorre o seu caminho de evolução, esses tons cedem lugar a reflexos granada, atijolados ou âmbar, sinais da polimerização e da maturação.
Tonalidade não é hierarquia
É um mito comum associar vinhos escuros a uma qualidade superior. A excelência de um rótulo reside no equilíbrio entre acidez, álcool e taninos, além da sua complexidade aromática. Cada casta possui a sua própria assinatura cromática: a elegância pode manifestar-se tanto num rubi translúcido quanto num púrpura opaco.
Fonte: Vinícola Uvva


























































