um grupo de estudantes de uma escola pública de São Luís, no Maranhão, Brasil, desenvolveu um forno solar de baixo custo feito com caixas de papelão, materiais reciclados e casca de coco babaçu, com o objectivo de acelerar o processamento do fruto e contribuir para o aumento do rendimento de famílias que dependem da actividade.
Baptizado de BabaçuTech, o protótipo foi desenvolvido para apoiar as famílias que dependem da exploração do babaçu, reduzindo o tempo de processamento, aumentando a produtividade e acelerando a comercialização dos derivados do fruto, o que poderá contribuir para a melhoria da geração de rendimento.
A proposta concentra-se numa das etapas consideradas um dos principais gargalos do processamento: a secagem do mesocarpo, a parte fibrosa da casca do coco. Segundo informações divulgadas pela Samsung Newsroom Brasil, a intenção dos estudantes é tornar esta fase mais rápida e, consequentemente, permitir que as produtoras avancem mais rapidamente para o fabrico de produtos como farinha e azeite de babaçu.
O forno utiliza energia solar para produzir calor, enquanto a casca do próprio babaçu é aproveitada como isolante térmico. A estrutura recorre ainda a caixas de papelão e outros materiais reciclados, tornando o protótipo uma alternativa de baixo custo e baseada em recursos disponíveis localmente. “A versão actual do protótipo é feita com caixas de papelão, sendo que utilizamos a própria casca como isolante térmico”, explicou Felipe Borges Pereira, professor e orientador da equipa.
A ideia surgiu a partir da observação das dificuldades enfrentadas pelas mulheres que trabalham na recolha e processamento do coco babaçu. Como a secagem do mesocarpo antecede outras etapas de produção, o tempo gasto nesta fase pode afectar o ritmo de preparação e comercialização dos derivados.
Nesse sentido, o BabaçuTech não pretende substituir o trabalho das produtoras, mas intervir numa etapa específica da cadeia produtiva, reduzindo o tempo necessário para a secagem e facilitando a continuidade do processamento.
A solução aposta também no reaproveitamento de resíduos. Além de utilizar materiais reciclados na construção, aproveita a própria casca do babaçu como isolante térmico, enquanto a energia utilizada para o funcionamento do forno é obtida a partir da luz solar.
Fonte: Click Petróleo e Gás



























































