Os preços do petróleo estão a negociar em baixa nesta sexta-feira (28), encaminhando-se para fechar a semana com uma desvalorização superior a 5%, numa altura em que os investidores avaliam as probabilidades de um acordo entre Estados Unidos da América (EUA) e Irão realmente se materializar.
Nesta manhã, o Brent, crude de referência para a Europa, recua 0,62%, para 87,99 dólares por barril, depois de ter acelerado 1,8% na sessão anterior. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI), benchmark para os EUA, cede 0,83%, para 82,82 dólares, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão valoriza 1,29%, para 69,13 euros por megawatt-hora.
De acordo com o Wall Street Journal, o Presidente dos EUA, Donald Trump, terá dito aos mediadores que não está interessado em retomar os termos do acordo de cessar-fogo alcançado em Junho com Teerão. A notícia abalou as expectativas dos investidores de que o entendimento entre o Irão e Omã para partilhar receitas no Estreito de Ormuz pudesse abrir caminho a um acordo mais abrangente.
Já na quinta-feira, ao início da tarde, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, tinha afirmado que os Estados Unidos não estavam a negociar com a República Islâmica e que o bloqueio naval aos portos iranianos permaneceria em vigor, uma das medidas que Teerão quer ver revogadas antes de se sentar à mesa das negociações.
“A resposta da Casa Branca de que não haverá negociações neste momento e de manter o bloqueio naval apanhou o mercado um pouco de surpresa”, explicou Dennis Kissler, vice-presidente sénior de negociação da BOK Financial Securities, à Bloomberg. “As expectativas rapidamente se voltaram para uma redução da oferta, pelo menos a curto prazo”, acrescentou.
Ainda assim, os preços do petróleo têm encontrado algum alívio no facto de, mesmo sem um acordo, os fluxos de crude estarem a aumentar gradualmente no Estreito de Ormuz. Os produtores do Golfo Pérsico têm vindo a aumentar as exportações e cerca de 6 a 8 milhões de barris por dia estão a ser transportados por via marítima, segundo estimativas de comerciantes de petróleo que monitorizam a actividade de carga, citados pela Bloomberg.



























































