A rubrica “Exploração de Petróleo” mais do que duplicou a sua contribuição para as receitas do Estado no primeiro semestre de 2026. A subida, porém, não impediu uma redução de 21,9% no contributo global dos megaprojectos, penalizado sobretudo pela forte quebra registada na produção de energia.
A contribuição para as receitas do Estado dos megaprojectos classificados na rubrica “Exploração de Petróleo” aumentou 120,9% no primeiro semestre de 2026, passando de cerca de 5,3 mil milhões de meticais, no período homólogo de 2025, para 11,6 mil milhões de meticais.
Os dados constam do Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado do primeiro semestre de 2026 (BdPESOE), consultado pelo Diário Económico.
Com esta evolução, a exploração de petróleo passou a representar 62% de toda a contribuição dos megaprojectos para as receitas públicas, tornando-se a componente com maior peso dentro do grupo. A produção de energia surgiu em segundo lugar, com 20,6%.
Apesar deste crescimento, o contributo global dos megaprojectos diminuiu 21,9%, de aproximadamente 24 mil milhões de meticais no primeiro semestre de 2025 para 18,7 mil milhões no mesmo período deste ano.
A quebra foi determinada sobretudo pela rubrica “Produção de Energia”, cuja contribuição recuou 75,3%, passando de 15,6 mil milhões para 3,9 mil milhões de meticais.
A exploração de recursos minerais contribuiu com cerca de 2,3 mil milhões de meticais, menos 3,4% em termos homólogos. A categoria “Outros Megaprojectos” cresceu 26,7%, para 979,4 milhões de meticais.
Num período em que as receitas totais do Estado aumentaram 6,7%, para 183,3 mil milhões de meticais, o peso dos megaprojectos na arrecadação pública caiu de 14% para 10,2%.
Os números revelam, assim, uma alteração profunda na composição das receitas provenientes dos megaprojectos: o crescimento da componente associada ao petróleo e gás compensou parcialmente a queda da produção de energia, mas não foi suficiente para impedir a redução do total.
Os dados devem, contudo, ser interpretados como valores arrecadados pelo Estado e não como indicadores directos da produção, dos preços ou do desempenho operacional dos sectores. O quadro apresentado no BdPESOE não atribui estas variações a alterações nos volumes produzidos ou nas cotações internacionais.
Documento: BdPESOE do Primeiro Semestre de 2026



























































