O Brasil e Angola preparam-se para assinar, brevemente, um protocolo sobre o Programa de Investimento Produtivo Agro-pecuário, anunciou nesta segunda-feira (24), em Luanda, um membro do Governo brasileiro, num encontro de empresários dos dois países.
O secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Alex Giacomelli, destacou, durante o Encontro Empresarial Angola-Brasil 2026, o potencial agrícola de Angola, que dispõe de mais de 30 milhões de hectares de terras aráveis.
Segundo o governante, os dois países deverão assinar brevemente a proposta de Programa de Investimento Produtivo Agro-pecuário Brasil-Angola, no âmbito do reforço da cooperação no sector do agro-negócio.
Angola disponibilizou 800 mil hectares para a instalação de projectos de empresários brasileiros. O projecto já conta com uma estrutura de financiamento que envolve o BNDES (45%), B-B-PROEX (23%), BDA (5%), FDESA (17%) e produtores (10%).
O ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, manifestou recentemente preocupação com a demora na concretização da iniciativa.
À margem do encontro empresarial, o director administrativo de Supply Chain Management do BNDES, André Taveira, confirmou que as negociações continuam, mas ainda não foram concluídas.
“São conversas de aproximações sucessivas. O Governo brasileiro e o BNDES estão a par dessas negociações, mas ainda não chegámos aos termos finais”, afirmou.
Segundo o responsável, ainda é necessário concluir alguns acordos comerciais antes de avançar para a formalização do financiamento.
A embaixadora do Brasil em Angola, Eugénia Barthlmess, apresentou, contudo, uma perspectiva mais optimista e afirmou que as conversações estão próximas da conclusão, rejeitando a existência de um entrave ao projecto.
A diplomata considerou que a presença da missão empresarial brasileira em Angola demonstra o interesse crescente do sector privado brasileiro no país, nomeadamente na criação de parcerias, desenvolvimento de negócios e realização de novos investimentos.
Fonte: Lusa



























































