A interrupção dos fluxos de energia através do Estreito de Ormuz está a tornar mais atractivo para a Equinor (empresa multinacional norueguesa de energia) o projecto de desenvolvimento de uma unidade de exportação de gás natural liquefeito (GNL) na Tanzânia, anunciou a entidade esta terça-feira (25). O projecto esteve paralisado durante vários anos.
A guerra entre os Estados Unidos da América (EUA) e Israel contra o Irão está a alterar o mercado energético mundial e a afectar a percepção sobre a fiabilidade de produtores do Golfo, como o Qatar, depois de Teerão ter atacado instalações de exportação e bloqueado carregamentos.
Neste contexto, as enormes reservas de gás da Tanzânia, descobertas há mais de uma década, estão a ganhar novo interesse. O desenvolvimento dos recursos deverá exigir um investimento de cerca de 42 mil milhões de dólares, segundo estimativas do país, e poderá criar uma nova fonte de abastecimento de gás natural liquefeito (GNL) para os mercados asiáticos.
Anos de negociações
As negociações entre a Equinor e o Governo da Tanzânia sobre os termos do investimento prolongam-se há vários anos, sem que tenha sido alcançado um acordo.
“Não se deve esperar demasiado tempo para colocar novos volumes de GNL no mercado, por isso talvez este seja um bom momento para começar”, afirmou Philippe Mathieu, responsável pelas operações internacionais da Equinor, durante uma conferência sobre energia na Noruega.
Questionado sobre se a interrupção do fornecimento de GNL no Médio Oriente tornou o projecto tanzaniano mais atractivo, Mathieu respondeu: “Exactamente. Significa que está a produzir GNL numa zona que não está exposta a este tipo de desafios geopolíticos”.
A Equinor e a Shell são as operadoras conjuntas do projecto, que prevê a exploração de 47,13 biliões de pés cúbicos de reservas de gás natural. A Exxon Mobil, a Pavilion Energy, a Medco Energy e a Tanzania Petroleum Development Corporation (TPDC), empresa petrolífera estatal da Tanzânia, são igualmente parceiras.
Exploração de petróleo na Namíbia
Mathieu afirmou ainda que a Equinor espera realizar uma descoberta de petróleo “bastante grande” na licença de exploração PEL 90, na Namíbia, procurando obter resultados semelhantes aos das grandes descobertas realizadas nas proximidades pela TotalEnergies e pela Galp.
Na semana passada, a Equinor anunciou a aquisição de uma participação de 17,4% num activo operado pela Chevron. A empresa prevê realizar a perfuração exploratória ainda este ano.
Fonte: Reuters

























































