A inflação média anual em Moçambique fixou-se em 4,57% em Junho de 2026, acima dos 3,69% registados no mesmo período de 2025. O resultado ficou também acima da meta governamental de 3,70% definida para o primeiro semestre.
Segundo o balanço do primeiro semestre do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), consultado pelo DE, a subida dos preços foi impulsionada sobretudo pelos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, que registaram um aumento de 9,49%.
Os preços dos serviços de restauração aumentaram 6,78%, enquanto os do vestuário e calçado subiram 3,77%. Estas subidas ocorreram num contexto marcado pelos choques climáticos registados no primeiro trimestre, sobretudo nas regiões sul e centro do País, que afectaram a produção e o abastecimento de vários produtos.
No segundo trimestre, a pressão sobre os preços aumentou com a subida dos preços dos combustíveis líquidos e as interrupções no seu fornecimento. Estes factores elevaram os custos de transporte e distribuição, contribuindo para o aumento dos preços ao longo da cadeia de abastecimento e, consequentemente, para o agravamento do custo de vida.
Entre os principais factores que contribuíram para a inflação estão também “os custos de transporte e bens importados”, que continuam a influenciar directamente os preços pagos pelos consumidores. A combinação destes factores manteve a pressão sobre os preços internos durante o semestre.
Apesar da subida da inflação, o mercado cambial manteve-se estável nos primeiros seis meses do ano. O metical registou “estabilidade cambial”, mantendo-se em cerca de 63,97 meticais por cada dólar norte-americano.
A estabilidade cambial ajudou a conter uma subida ainda maior dos preços, sobretudo dos produtos e matérias-primas importados. A manutenção da cotação do metical face ao dólar permitiu, assim, limitar o aumento dos custos de aquisição de insumos essenciais no exterior.
No plano externo, as Reservas Internacionais Brutas atingiram quase 4 mil milhões de dólares, reforçando a capacidade do País para cumprir os seus compromissos internacionais. As reservas permitem ainda “cobrir 4,9 meses de importações”, garantindo uma margem de segurança para a economia num contexto de pressão sobre os preços.


























































