O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) acolheu, no seu auditório, em Maputo, a exposição “Labirintos da Vida”, a primeira de maior visibilidade do artista plástico moçambicano Fernando Nyabanga, uma mostra de 21 obras que convida o público a percorrer, através da arte, os caminhos, escolhas, dificuldades e recomeços que marcam a existência humana.
Na ocasião, Virgínia Albasini, directora de Responsabilidade Social e Mediatecas do BCI, citada num comunicado de imprensa do banco, destacou o significado da iniciativa no quadro do compromisso do banco com a valorização da cultura e do talento nacional. “Ao acolhê-la, o BCI reafirma o seu compromisso com a promoção da arte e da cultura moçambicanas, abrindo espaço a novos talentos e contribuindo para a sua visibilidade e valorização”, afirmou.
A responsável sublinhou igualmente o simbolismo de a exposição decorrer no ano em que o banco celebra três décadas de actividade. “É particularmente gratificante realizar esta iniciativa num ano em que o BCI celebra os 30 anos”, referiu, acrescentando que, mesmo entre caminhos e encruzilhadas, “a arte lembra-nos que há sempre novos horizontes por descobrir”.
Já o vereador da Educação, Cultura e Desporto, do Conselho Municipal de Maputo, Osvaldo Faquir, realçou o papel da arte na construção da identidade colectiva e na valorização da diversidade cultural. Para o responsável, o próprio título da exposição encerra uma poderosa metáfora: “A vida é, de facto, um caminho feito de encontros e desencontros, de portas que se abrem e outras que se fecham, de momentos de luz e de sombras”. Osvaldo Faquir destacou ainda a vocação de Maputo enquanto espaço de encontro de diferentes expressões culturais do País, considerando que iniciativas desta natureza contribuem para transformar a capital “num grande palco de criação, diálogo e valorização da diversidade cultural moçambicana”.
O autor da mostra, Fernando Nyabanga, partilhou com os presentes a história por detrás da exposição. O artista revelou que começou a pintar em 1997, mas durante muitos anos sentiu que ainda não estava preparado para apresentar publicamente as suas obras. O impulso para “Labirintos da Vida” surgiu de forma simples: ao olhar para uma parede vazia da sua casa, percebeu que não havia nela nada que o identificasse como artista. Pintou uma obra, depois outra, e o projecto começou a ganhar forma. Sobre o conceito da exposição, Nyabanga explicou que os labirintos representam as dificuldades da vida, que obrigam cada pessoa a “pensar e repensar e, às vezes, até mesmo recuar” para encontrar novas ideias e seguir à procura de uma saída.
Com “Labirintos da Vida”, o BCI reforça a abertura dos seus espaços à criação artística moçambicana, proporcionando novas oportunidades de encontro entre artistas e público e contribuindo para dar visibilidade às diferentes expressões da cultura nacional. Esta iniciativa reflecte igualmente a confiança do banco no talento, na criatividade e na capacidade transformadora da arte moçambicana, como elementos fundamentais para o fortalecimento da identidade cultural do País.
A exposição estará patente ao público, com entrada livre, até 28 de Agosto.


























































