A imobiliária Domus, participada pelo Estado, registou um lucro líquido de 2,6 milhões de meticais em 2025, uma redução de 10,3% face aos 2,9 milhões de meticais alcançados no exercício anterior, apesar de ter mantido resultados positivos pelo segundo ano consecutivo.
Os dados constam do relatório e contas da empresa, consultado pelo Diário Económico esta quarta-feira (19), segundo o qual as receitas aumentaram para 154,5 milhões de meticais, contra 146,7 milhões de meticais em 2024.
No mesmo período, os capitais próprios da sociedade cresceram para 90,8 milhões de meticais. Apesar da evolução das receitas e da manutenção dos lucros, a empresa reconhece que a actual estrutura do negócio continua a colocar desafios à sua sustentabilidade financeira no longo prazo.
A Domus explica que a sua actividade reduziu significativamente após a decisão do Governo, tomada em 2020, de alienar a participação estatal na sociedade. “Em decorrência da decisão do Governo, tomada no exercício de 2020, de alienar a totalidade da participação estatal no capital social da empresa, equivalente a 94%, as actividades principais da Domus, que incluíam concepção, desenvolvimento e gestão de projectos imobiliários, bem como intermediação nos processos de compra e venda de propriedades, foram significativamente restringidas”, refere o documento.
Com a redução das áreas de actividade e a “alienação, a única fonte de rendimento remanescente para a empresa passou a ser a gestão do prédio 33 Andares”, acrescenta o relatório.
A imobiliária reconhece, contudo, que “essa actividade, por si só, não tem sido suficiente para cobrir os custos operacionais da empresa, o que impacta a sustentabilidade financeira e a continuidade das operações no longo prazo”.
Actualmente, a Domus é detida em 80% pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), enquanto o Estado moçambicano possui directamente 14% do capital. Os restantes 6% estão distribuídos por dois accionistas privados.
Em 2025, a empresa aumentou igualmente o seu capital social de 1,27 milhão para 10 milhões de meticais, através da incorporação de reservas, uma operação que, segundo o relatório, teve como objectivo cumprir requisitos legais para a obtenção de alvarás e criação de condições para a implementação de projectos destinados à revitalização da sociedade.



























































