A taxa de inflação da África do Sul abrandou pela primeira vez em cinco meses em Julho, impulsionada, em parte, por uma forte queda dos preços dos combustíveis. Contudo, analistas alertam que a inflação poderá voltar a subir em breve, devido à recente escalada das hostilidades entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão, que provocou uma subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
A inflação na maior economia de África recuou para 4,3% em termos homólogos, abaixo dos 4,5% previstos pelos economistas consultados pela Reuters e dos 5,0% registados em Junho, segundo dados divulgados esta quarta-feira pela Statistics South Africa.
A agência atribuiu o abrandamento a três factores principais: a redução da inflação dos alimentos, menores aumentos das tarifas municipais e a descida dos preços dos combustíveis.
A inflação dos alimentos e bebidas não alcoólicas caiu para o nível mais baixo em mais de 16 anos, fixando-se em 0,9% em termos anuais, sobretudo devido à evolução dos preços dos cereais e da carne.
As autoridades municipais aplicam aumentos tarifários todos os anos em Julho, mas a maioria das categorias registou aumentos inferiores aos de 2025.
Os preços da gasolina diminuíram 7,1% e os do gasóleo 11,7% entre Junho e Julho, fazendo com que a inflação anual dos combustíveis recuasse de 34,3%, em Junho, para 20,6%.
Apesar da descida, a inflação permanece acima da meta de 3% estabelecida pelo banco central.
Os dados relativos à inflação de Agosto serão divulgados no mesmo dia em que o banco central anunciará a próxima decisão de política monetária, a 23 de Setembro.
Em Julho, o banco central surpreendeu investidores e economistas ao decidir manter as taxas de juro inalteradas, considerando que a política monetária permanecia suficientemente restritiva para conduzir a inflação à meta no prazo de dois anos.


























































