Os principais índices da bolsa norte-americana encerraram a sessão desta terça-feira, 19, em queda, pressionados por uma forte onda de vendas no sector dos fabricantes de chips e pela manutenção dos juros da dívida em níveis elevados. O movimento ocorreu num contexto de maior cautela entre os investidores, depois de tanto os Estados Unidos da América (EUA) como o Irão terem reivindicado o controlo do Estreito de Ormuz.
O S&P 500 perdeu 0,69%, para 7691,76 pontos, enquanto o Dow Jones cedeu 0,22%, para 53 343,40 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite caiu 1,33%, para 26 289,71 pontos.
Entre as empresas, fabricantes de chips como a Western Digital (-7,43%), a Micron (-7,02%), a Intel (-6,58%), a Nvidia (-2,34%) e a SMCI (-2,27%) registaram quedas. A Meta perdeu mais de 4%, depois de ter sido acusada em tribunal de enganar o público ao visar crianças no Facebook e no Instagram com tecnologia concebida para as tornar utilizadoras compulsivas e aumentar as receitas publicitárias.
Já a Klarna, que reviu em baixa as previsões de receita para este ano, penalizada pela pressão cambial e pelo abrandamento do consumo na Alemanha, afundou cerca de 23% perto do fecho da sessão.
A queda das bolsas ocorreu no mesmo dia em que o petróleo subiu. O West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, fixou-se perto dos 85 dólares por barril, num contexto em que os Estados Unidos da América e o Irão permanecem num impasse sobre o controlo do Estreito de Ormuz. A yield das Treasuries a dez anos, por sua vez, recuou dois pontos-base, para 4,71%, mantendo-se perto dos níveis mais elevados desde o início de 2025.
“A combinação de custos energéticos mais altos com custos de financiamento de longo prazo mais elevados está a tornar-se cada vez mais incómoda”, disse Fawad Razaqzada, da Forex.com, citado pela Bloomberg, acrescentando que os investidores em acções começaram a reagir com maior cautela.
O estratega Louis Navellier alertou que a oferta de financiamento através de dívida, impulsionada pela procura associada à Inteligência Artificial e pelos défices públicos, deverá continuar a pressionar em alta as taxas de juro. Ainda assim, “com os resultados a disparar e as margens de lucro em máximos históricos, as acções continuam a poder ser vistas como atractivas”, acrescentou, citado pela Bloomberg.



























































