Os preços do petróleo estão a negociar com valorizações pela quarta sessão consecutiva, sem sinais de progresso no sentido de uma resolução do conflito entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão, após quase seis meses de confrontos.
O Brent, de referência para a Europa, soma agora 0,59%, para os 91,56 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA, valoriza 0,62%, para os 85,47 dólares por barril.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu na terça-feira (18) que não há negociações em curso com Teerão, mantendo ambos os países posições contraditórias em relação ao controlo do Estreito de Ormuz.
Também durante o dia de ontem, o Reino Unido informou que um navio que saía do estreito foi atingido por um projéctil, causando uma vítima, enquanto já nesta quarta-feira, dois superpetroleiros ligados à China deram meia-volta após terem tentado atravessar a via marítima, de acordo com dados de rastreamento de embarcações citados pela Bloomberg.
O petróleo bruto tem registado uma subida acentuada desde o início do conflito no Médio Oriente, no final de Fevereiro, aumentando as pressões inflacionistas. A guerra entre a Rússia e a Ucrânia também tem contribuído para um aperto nos mercados energéticos, na sequência de ataques a refinarias.
“A próxima fase do petróleo poderá ser impulsionada menos por mais uma notícia dramática e mais pelo receio do mercado de ficar do lado errado do comércio físico”, explicou à Bloomberg Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova Pte, citando factores que incluem restrições aos fluxos através do Estreito de Ormuz.
E sem negociações em curso, segundo Trump, os EUA planeiam intensificar a pressão económica sobre o Irão, numa tentativa de forçar Teerão a sentar-se à mesa das negociações e a aceitar as exigências de Washington. Nesta linha, os Emirados Árabes Unidos (EAU) afirmaram que iriam suspender todas as transacções comerciais e financeiras com Teerão, à luz do que designaram como “escaladas regionais”. Os EAU — que se situam do outro lado do golfo Pérsico, em frente ao Irão — têm sido alvo frequente de ataques, especialmente contra o transporte marítimo.
Nos EUA, onde se continuam a registar quedas dos stocks de crude, a margem de refinação de petróleo bruto ultrapassou os 100 dólares por barril, atingindo um máximo histórico.


























































