O ouro está a ganhar terreno nesta quarta-feira, 19, depois de ter perdido quase 2% na sessão de ontem, à medida que a onda de vendas de obrigações dos Estados Unidos de América (EUA) abrandou, aliviando alguma pressão sobre o metal amarelo depois de ter registado a maior queda em quase um mês na terça-feira.
O metal amarelo soma agora 0,44%, para os 4353,530 dólares por onça, enquanto a prata segue a tendência contrária e perde 0,34%, para os 63 149 dólares por onça.
O ouro tem vindo a recuperar nas últimas semanas e negoceia em torno dos 4400 dólares por onça, apoiado por uma renovada procura por parte dos investidores e pelas compras de bancos centrais, nomeadamente da China.
Um inquérito a gestores de fundos realizado pelo Bank of America e divulgado na terça-feira revelou que a percentagem dos que consideram o ouro subvalorizado atingiu o nível mais elevado desde Março de 2023, segundo cita a Bloomberg.
No entanto, as fracas perspectivas em relação a um acordo de paz entre os EUA e o Irão poderão limitar novos ganhos para o metal amarelo. O Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu na terça-feira que não há negociações em curso com Teerão.
Neste contexto, o memorando de entendimento que os dois países assinaram em Junho expirou na segunda-feira e não há, para já, planos para o prorrogar, factor que tem vindo a impulsionar os preços do petróleo.
Agora, a atenção dos “traders” vira-se para a trajectória das taxas directoras da Reserva Federal, com a divulgação da acta da reunião de política monetária da Fed de Julho nesta quarta-feira e o discurso do presidente do banco central, Kevin Warsh, no simpósio anual da Reserva Federal em Jackson Hole, na próxima semana, a poderem dar pistas sobre qual o caminho que a Fed poderá seguir na sua reunião de setembro.



























































