A startup nigeriana EventPorte desenvolveu uma plataforma digital que permite aos organizadores criar, promover, vender e gerir eventos numa única solução. A inovação reúne ferramentas para venda de bilhetes, processamento de pagamentos, controlo de entradas e análise de dados.
Na prática, a plataforma funciona como uma espécie de “central de gestão de eventos”. Os organizadores podem criar páginas para os eventos, vender bilhetes online, receber pagamentos, controlar a entrada dos participantes, acompanhar as vendas em tempo real e consultar dados sobre o público. A startup não se limita à venda de bilhetes, disponibilizando também ferramentas de pagamento, análise de vendas e apoio estratégico, incluindo acesso a parceiros de locais para eventos, fornecedores, serviços de marketing e publicidade.
Um dos seus diferenciais é permitir pagamentos em várias moedas e disponibilizar aos organizadores, no dia seguinte, os valores das vendas. A plataforma funciona directamente através do navegador, permitindo aos participantes procurar e comprar bilhetes sem necessidade de instalar uma aplicação.
Actualmente, a Nigéria é o principal mercado da EventPorte, mas a startup já expandiu as operações para o Gana e o Quénia. A plataforma conta com mais de 1700 organizadores de eventos e processa entre 5000 e 10 000 bilhetes por mês, mesmo durante períodos de menor actividade.
Entre os clientes e parceiros mencionados estão Eko Hotels & Suites, Hard Rock Cafe Lagos, Adidas, Lacoste, Lagos International Theatre Festival e William Troost-Ekong Foundation.
A startup é apoiada pela Payaza Africa, que ajudou a criar e expandir a plataforma. Actualmente, a EventPorte gera receitas principalmente através de uma comissão sobre os bilhetes vendidos na plataforma, além de receitas provenientes de parcerias estratégicas.
Em termos simples, a EventPorte pretende ser mais do que uma plataforma de venda de bilhetes. A proposta é disponibilizar aos organizadores as principais ferramentas necessárias para transformar uma ideia de evento num negócio: divulgação, venda de bilhetes, pagamentos, controlo de entradas e análise de resultados.
Fonte: Disrupt Africa



























































