O ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, desafiou o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) a acelerar a expansão e modernização da rede nacional de observação meteorológica, no sentido de melhorar a qualidade dos dados e a capacidade de antecipar os impactos dos fenómenos climáticos.
Segundo a agência Lusa, o apelo foi feito esta segunda-feira, 17 de Agosto, em Maputo, durante a abertura do 6.º Conselho Consultivo do INAM, onde o governante defendeu investimentos em estações meteorológicas automáticas, radares, sistemas de detecção de relâmpagos e monitorização da qualidade do ar.
“Precisamos de continuar a investir na expansão e modernização da rede nacional de observação meteorológica, incluindo estações automáticas, radares meteorológicos, sistemas de detecção de relâmpagos, monitoria da qualidade do ar e outras tecnologias que permitam melhorar a qualidade e a disponibilidade dos dados”, afirmou Américo Muchanga.
O ministro apontou igualmente o reforço do capital humano como uma prioridade, defendendo que a modernização tecnológica do INAM deve ser acompanhada pela formação de profissionais capazes de operar e liderar os novos sistemas.
Outra prioridade destacada foi a transição de uma previsão centrada apenas nos fenómenos para uma meteorologia orientada para os seus impactos. “Não basta dizer que vai chover. Precisamos de conseguir comunicar o que essa chuva poderá significar para uma comunidade, para uma estrada, para uma colheita, para uma barragem ou para uma cidade. Essa é a informação que permite agir”, explicou.
Américo Muchanga defendeu ainda o reforço dos sistemas de aviso precoce e uma utilização mais ampla dos canais digitais para garantir que os alertas cheguem rapidamente à população. “O nosso objectivo deve ser garantir que nenhum cidadão fique privado de uma informação que pode salvar a sua vida”, afirmou.
O governante apelou também a uma maior integração do INAM com os sectores da agricultura, recursos hídricos, energia, transportes, pesca, construção e gestão de desastres, para que a informação meteorológica seja incorporada nas decisões económicas e sociais.
“Precisamos de aproximar o INAM dos utilizadores dos seus serviços, porque um serviço centrado no utilizador não começa com aquilo que a instituição quer oferecer. Deve começar com aquilo que o cidadão e os sectores económicos precisam”, acrescentou.
Moçambique está entre os países mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas, sendo regularmente afectado por cheias, ciclones tropicais e outros fenómenos extremos. Segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a última época chuvosa provocou 311 mortes e afectou cerca de 1,07 milhão de pessoas em diferentes regiões do País. Muchanga defendeu que a transformação do INAM deve permitir uma resposta mais antecipatória e contribuir para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.


























































