O Governo exigiu, nesta segunda-feira (17), à Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) melhorias na pontualidade, redução dos cancelamentos e maior disponibilidade operacional das aeronaves, considerando que o recente reforço da frota deve traduzir-se num serviço mais eficiente e numa recuperação da confiança dos passageiros.
De acordo com a Lusa, a posição foi manifestada pelo secretário de Estado dos Transportes e Logística, Chinguane Mabote, no Aeroporto Internacional da Beira, em Sofala, após o voo inaugural da segunda aeronave Embraer 190, baptizada “Zambeze”. A entrada do avião em operação elevou para dez o número de aeronaves operacionais da transportadora estatal.
“O Governo acompanha com atenção o processo de recuperação da LAM. A entrada destas aeronaves não encerra o processo de transformação. Pelo contrário, aumenta a responsabilidade”, afirmou o governante.
Chinguane Mabote defendeu que, com o reforço da frota, a companhia deve agora apresentar resultados concretos, depois de vários anos marcados por dificuldades operacionais, atrasos e cancelamentos frequentes. “Agora, é necessário demonstrar que este investimento produz resultados. É necessário aumentar a disponibilidade operacional da frota, melhorar a pontualidade e reduzir os cancelamentos”, declarou.
Segundo o secretário de Estado, cabe à administração da companhia assegurar uma utilização eficiente dos recursos disponíveis e garantir que o aumento da frota se traduza numa melhoria efectiva da qualidade e regularidade dos serviços. O Governo pretende também que a reestruturação permita recuperar a confiança dos passageiros e conduza a empresa para uma situação financeira mais sustentável. “É isto que esperamos da administração e dos trabalhadores da LAM”, sublinhou Chinguane Mabote, defendendo uma gestão orientada para resultados.
O governante destacou ainda a importância do transporte aéreo para a conectividade nacional e para a economia, considerando que a melhoria dos serviços da LAM poderá facilitar a mobilidade de pessoas, empresas e investimentos entre as diferentes regiões do País.
“Quando falamos de transporte aéreo não estamos a falar apenas de aviões. Estamos a falar de uma estudante que precisa de chegar a uma universidade noutra província, de um empresário que precisa de visitar um cliente, de uma empresa que precisa de deslocar os seus técnicos, de uma família que precisa de viajar, de um investidor que precisa de chegar a uma nova região e de um turista que procura explorar o nosso país”, afirmou.
A entrada em serviço do Embraer 190 “Zambeze” elevou para dez o número de aeronaves operacionais da companhia. A primeira das duas novas aeronaves, ambas com capacidade para 100 passageiros, iniciou operações na sexta-feira, num voo entre Maputo e Nacala, já sob a nova designação comercial Air Mozambique.
O reforço da frota e a introdução da marca Air Mozambique fazem parte do processo de reestruturação da transportadora, que visa aumentar a eficiência operacional, melhorar a qualidade dos serviços e assegurar a sustentabilidade financeira da empresa. A administração da LAM prevê terminar o ano com 12 aeronaves operacionais, contra apenas três quando a actual comissão de gestão assumiu funções, em Maio de 2025.
No âmbito da reestruturação financeira, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) adquiriu, em 2025, uma participação de 25,2% no capital da transportadora, enquanto a Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) e os Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) passaram a deter, cada uma, 15,4%.



























































