Um grupo de cientistas do Instituto Politécnico Nacional do México, desenvolveu o Hidrobinisa (protótipo de veículo eléctrico movido), que utiliza hidrogénio para produzir a própria electricidade a bordo.
O Hidrobinisa dispõe de uma célula de combustível que utiliza hidrogénio para reagir com o oxigénio e gerar electricidade, utilizada para alimentar baterias de iões de lítio responsáveis pelo funcionamento do motor eléctrico. Como resultado da reacção, o principal produto libertado é vapor de água.
O veículo pode atingir uma velocidade máxima de aproximadamente 33 quilómetros por hora e funcionar entre 90 e 100 minutos por ciclo, características que o tornam mais adequado para circular dentro de propriedades, zonas turísticas e áreas de investigação do que para viagens longas.
A iniciativa combina diferentes fontes de energia. Além da célula de combustível, o veículo possui painéis solares fotovoltaicos capazes de fornecer energia às baterias, tanto durante o movimento como quando o carro está parado. Também pode ser ligado à rede eléctrica convencional quando necessário.
O Hidrobinisa resulta de mais de 15 anos de investigação no Departamento de Química do Cinvestav, sob a coordenação de Omar Solorza Feria. O projecto, que recebeu o nome actual em 2018, passou por várias etapas de desenvolvimento e contou também com a participação de Andrés Rodríguez Castellanos nos testes do protótipo. O Cinvestav pretende prosseguir a investigação, mas ainda não há previsão de produção em série ou comercialização.
Uma das principais evoluções ocorreu na potência das células de combustível. Na sexta versão do protótipo, o sistema produzia entre 40 e 60 watts. A versão actual alcança cerca de 800 watts, um aumento que permitiu aos investigadores utilizar o sistema para movimentar efectivamente o veículo.
Para os investigadores, o hidrogénio apresenta vantagens como fonte de energia devido à sua elevada densidade energética por unidade de massa e à possibilidade de ser produzido através da decomposição da água utilizando fontes renováveis de energia. No entanto, a sustentabilidade do sistema depende da forma como o hidrogénio é produzido.
Apesar das perspectivas, a tecnologia ainda enfrenta desafios relacionados com a produção e o armazenamento do hidrogénio, o custo das células de combustível, a durabilidade dos componentes e a infra-estrutura de abastecimento. A velocidade e a autonomia actuais também limitam o veículo a aplicações específicas.
De acordo com os responsáveis, a iniciativa demonstra, contudo, uma possibilidade de utilização do hidrogénio em veículos eléctricos de pequena escala. Ao ser direccionado para hotéis, fazendas, centros históricos, campos de investigação e zonas turísticas, o Hidrobinisa procura explorar aplicações em que baixas velocidades e percursos curtos podem ser suficientes, oferecendo uma alternativa de mobilidade com baixas emissões locais.
Fonte: Click Petróleo e Gás




























































