Os zambianos votaram nesta quinta-feira (13) numa eleição nacional que irá testar se os ganhos económicos alcançados pelo Presidente Hakainde Hichilema desde a crise da dívida ocorrida durante a pandemia são suficientes para lhe garantir um segundo mandato.
Os analistas consideram Hichilema favorito à vitória devido às vantagens de estar no poder e à fragmentação da oposição, embora o candidato presidencial estreante Brian Mundubile tenha atraído grandes multidões em algumas zonas.
Hichilema assumiu o cargo em 2021 e conduziu a Zâmbia através de uma reestruturação da dívida e de uma recuperação económica, depois de o país ter entrado em incumprimento da sua dívida soberana em 2020.
O país da África Austral é o segundo maior produtor de cobre do continente, depois da República Democrática do Congo, e reveste-se de importância estratégica devido aos seus minerais críticos, com a China a ser já um importante investidor no sector e os Estados Unidos da América (EUA) a procurarem aumentar o seu acesso aos mesmos.
No início deste ano, as negociações sobre um financiamento norte-americano para a saúde, no valor de até dois mil milhões de dólares, ficaram suspensas depois de a Zâmbia afirmar que Washington pretendia associar os fundos a acordos no sector mineiro.
O país, com 22 milhões de habitantes, realiza simultaneamente eleições presidenciais, parlamentares e para os governos locais.
“Votei em HH porque ele preocupa-se connosco”, afirmou James Phiri, estudante de 29 anos da Universidade da Zâmbia, utilizando uma alcunha comum do Presidente.
“As coisas estão melhores depois de ele ter reintroduzido os subsídios de alimentação”, afirmou Phiri. Hichilema cumpriu uma promessa eleitoral ao restabelecer os subsídios destinados aos estudantes universitários, que tinham sido cancelados pela administração anterior.
“Hichilema assumiu o cargo em 2021 e conduziu a Zâmbia através de uma reestruturação da dívida e de uma recuperação económica, depois de o país ter entrado em incumprimento da sua dívida soberana em 2020”
Muitos zambianos afirmam estar a enfrentar dificuldades devido ao custo de vida, considerado pelos analistas como o principal ponto fraco de Hichilema nestas eleições, apesar da melhoria dos indicadores económicos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia zambiana cresça 4,3% este ano, contra 3,8% no ano passado, enquanto o investimento estrangeiro recuperou e a inflação encontra-se no nível mais baixo dos últimos anos.
Contudo, a questão de saber se esses ganhos chegaram efectivamente aos zambianos comuns continua a ser motivo de debate.
Fonte: Reuters



























































