A empresa tecnológica dinamarquesa Widex desenvolveu um dispositivo de aparelho auditivo com a Inteligência Artificial (IA) integrada capaz de analisar o ambiente sonoro, aprender com as preferências dos utilizadores e ajustar automaticamente o processamento do som para melhorar a compreensão da fala e tornar a experiência de escuta mais personalizada.
De acordo com a empresa, a tecnologia surge num contexto em que cerca de 430 milhões de pessoas necessitam de reabilitação auditiva. A integração da IA nos aparelhos auditivos pretende melhorar o desempenho destes dispositivos e facilitar a comunicação de pessoas com dificuldades de audição.
Ao contrário dos aparelhos auditivos tradicionais, que amplificam os sons e utilizam filtros para reduzir o ruído, o dispositivo está equipado com Inteligência Artificial baseada em redes neuronais profundas. Estas redes foram treinadas com milhões de amostras sonoras recolhidas em situações reais, permitindo ao aparelho identificar diferentes padrões acústicos e adaptar o processamento do som às condições do ambiente em tempo real.
Quando o utilizador passa, por exemplo, de um ambiente silencioso para um restaurante movimentado, o aparelho pode reconhecer a mudança e recalibrar automaticamente o processamento do som. Desta forma, procura destacar a conversa e reduzir a interferência dos ruídos de fundo. A tecnologia permite também que o aparelho aprenda com o próprio utilizador. Com o tempo, o dispositivo pode registar as preferências adoptadas em diferentes situações e aplicá-las automaticamente quando identifica ambientes semelhantes, reduzindo a necessidade de ajustes manuais.
De acordo com o portal Zap, a Inteligência Artificial transforma o aparelho auditivo em pelo menos quatro áreas. A primeira é a automatização inteligente do dispositivo, que permite ajustar o volume e os programas de acordo com as condições de escuta. A segunda é a compreensão da fala em ambientes com ruído, através da identificação das vozes e da redução dos sons de fundo.
A terceira área é a ligação aos telemóveis, que permite gerir chamadas, música e configurações através de aplicações. A quarta é a monitorização da saúde, uma vez que alguns modelos já incluem funcionalidades como a detecção de quedas e o acompanhamento da actividade física.
A integração da IA representa uma mudança face aos aparelhos auditivos convencionais, que deixam de funcionar apenas como amplificadores de som e passam a utilizar tecnologias capazes de analisar o ambiente e adaptar a experiência auditiva em tempo real.
Com a evolução destas tecnologias, os aparelhos auditivos tendem a tornar-se mais personalizados e adaptativos, procurando melhorar a comunicação em diferentes situações do quotidiano e reduzir o esforço necessário para compreender conversas em ambientes com muito ruído.



























































