A empresa de mineração da África do Sul, Merafe Resources, registou um aumento de 64% nos lucros do primeiro semestre, impulsionado pelo aumento dos preços e das vendas de minério de crómio, que ajudaram a compensar o declínio da produção de ferrocromo.
Segundo a Reuters, os resultados apresentados pela empresa nesta terça-feira, 11 de Agosto, indicam que os lucros atribuíveis aos accionistas atingiram 31,98 milhões de dólares nos seis meses terminados a 30 de Junho, contra 19,4 milhões de dólares registados no mesmo período do ano passado.
As receitas provenientes do minério de crómio aumentaram 78%, para 11,2 milhões de dólares, impulsionadas por um crescimento de 75% no volume de vendas face ao primeiro semestre de 2025. O preço do minério de crómio aumentou 11% durante o período.
Em contrapartida, a produção de ferrocromo atribuível à empresa, no âmbito da parceria com a Glencore, caiu 75%, para 28 mil toneladas nos primeiros seis meses do ano.
A redução deveu-se principalmente à suspensão da produção nas fundições de Wonderkop e Boshoek, bem como à suspensão parcial das operações na fundição de Lion.
Em Junho, a Merafe anunciou planos para retomar as operações nas unidades de Wonderkop e Boshoek, depois de o regulador sul-africano de energia, Nersa, ter aprovado uma tarifa de electricidade reduzida para os produtores de ferrocromo em dificuldades. A unidade de Lion tinha retomado as operações em Fevereiro.
O ferrocromo, uma liga de ferro e crómio utilizada principalmente na produção de aço inoxidável, é fabricado em fundições que exigem grandes quantidades de energia.
A Merafe alertou que as perspectivas para o ferrocromo no segundo semestre do ano permanecem pouco favoráveis, devido ao risco de excesso de oferta provocado pelo aumento da produção na China e pela fraca procura mundial de aço inoxidável.
A África do Sul, maior produtora mundial de minério de crómio, perdeu para a China a liderança no processamento do minério em ferrocromo, sobretudo devido aos elevados custos da electricidade.
Perante esta situação, o Governo sul-africano interveio com uma redução de 54% na tarifa de electricidade destinada ao sector, numa tentativa de evitar o encerramento de mais fundições, depois de dezenas de unidades terem suspendido as operações.




























































