Depois de uma sessão de perdas, os principais índices norte-americanos encerraram a semana em território positivo. A destruição inesperada de postos de trabalho em Julho nos Estados Unidos da América (EUA) reduziu a pressão sobre a Reserva Federal (Fed) para novas subidas de juros, dando margem de manobra aos investidores para assumirem maior risco e fechando a melhor semana para as bolsas americanas desde Abril.
O índice de referência S&P 500 avançou 0,62%, para 7757,64 pontos, enquanto o Dow Jones ganhou 0,28%, para 54 036,93 pontos. O tecnológico Nasdaq valorizou 1,30%, encerrando nos 26 690,62 pontos.
A impulsionar os mercados esteve a divulgação dos dados do Departamento do Trabalho dos EUA. Contrariando as estimativas dos analistas, que apontavam para a criação de 80 mil postos de trabalho, a economia norte-americana perdeu 23 mil empregos em Julho, enquanto os dados de Maio e Junho foram revistos significativamente em baixa. Em contrapartida, a taxa de desemprego recuou ligeiramente, para 4,1%.
No mercado cambial, o enfraquecimento do dólar levou o euro a valorizar para 1,1559 dólares, mantendo a trajectória de ganhos após a divulgação dos dados do emprego norte-americano.
No sector empresarial, as atenções estiveram centradas no desempenho de várias cotadas de grande dimensão. A SpaceX, empresa liderada por Elon Musk, disparou cerca de 15%, para 133,11 dólares, prolongando a recuperação depois de ter recuado cerca de 14% no início da semana, pressionada pela divulgação dos resultados trimestrais e pelo fim do período de restrição à venda de acções (lock-up).
A Atlassian Corporation, empresa de software cotada em bolsa, valorizou mais de 35%, impulsionada pelas projecções de receitas para o exercício fiscal de 2027, que ficaram bastante acima das expectativas do mercado. A Airbnb ganhou cerca de 17% e a Microchip Technology somou perto de 14%, também apoiadas por resultados sólidos. Em sentido contrário, a Trade Desk afundou mais de 21% depois de apresentar previsões decepcionantes para o próximo trimestre.
No mercado das matérias-primas, o barril de Brent para entrega em Outubro valorizou 1,29% em Londres, encerrando a sessão nos 83,55 dólares. Apesar da subida registada na última sessão, o petróleo acumulou uma queda superior a 7% ao longo da semana, num contexto de elevada volatilidade associada ao conflito geopolítico no Médio Oriente.
Os investidores mantêm-se cautelosos perante a evolução das tensões na região e as negociações relacionadas com a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo e outras matérias-primas energéticas.




























































