A African Trade and Investment Development Insurance (ATIDI) planeia duplicar o seu capital para 2 mil milhões de dólares nos próximos dois anos, disse o seu director-geral, Manuel Moses, à Reuters, numa altura em que os líderes africanos procuram um novo modelo de financiamento para os milhares de milhões de dólares necessários para investimentos em infra-estruturas no continente.
“A nossa ambição é chegar aos 2 mil milhões de dólares. O que nos limita é o capital”, afirmou Manuel Moses, acrescentando que o objectivo depende da entrada de novos accionistas e deverá concretizar-se num prazo de cerca de dois anos. “Queremos fazê-lo o mais rapidamente possível.”
Segundo o responsável, estão em curso negociações com a França, outros países do G7 e cerca de 30 Estados africanos que ainda não aderiram à instituição. “Temos de convencer estes países e estes parceiros a acelerarem os seus processos”, vincou.
Com sede em Nairóbi, a ATIDI foi criada há 25 anos para reduzir os riscos associados ao investimento em África através da concessão de seguros e garantias, contribuindo para mobilizar capital privado para projectos considerados de maior risco.
A organização é detida por 24 Estados africanos e por investidores institucionais, entre os quais instituições financeiras africanas e o banco alemão de desenvolvimento KfW, que aderiu em Abril.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que lidera o novo modelo de financiamento do continente, reforçou no início deste ano a sua participação na ATIDI de 3% para 14%, através de uma injecção de capital de 125 milhões de dólares.
Em Maio, o presidente do BAD afirmou que este reforço permitirá à ATIDI aumentar o volume anual de garantias para 10 mil milhões de dólares. Manuel Moses considerou, contudo, que a duplicação do capital elevaria essa capacidade para 20 mil milhões de dólares por ano.
Até ao momento, a African Trade and Investment Development Insurance concedeu garantias a projectos como a construção de uma linha ferroviária moderna na Tanzânia e a expansão da operadora de telecomunicações queniana Safaricom para a vizinha Etiópia.
A instituição tem igualmente contribuído para reduzir os custos de financiamento de vários países africanos, através de operações de troca de dívida e de mecanismos de financiamento associados ao cumprimento de metas de sustentabilidade.


























































