Num país onde a juventude representa uma das maiores forças de transformação social e económica, preparar os jovens para o mercado de trabalho deixou de ser apenas uma prioridade da educação. Tornou-se uma condição para o desenvolvimento de Moçambique.
Todos os anos, milhares de jovens concluem a universidade com conhecimento, ambição e vontade de construir o seu futuro. Ainda assim, muitos descobrem rapidamente que o diploma, por si só, nem sempre basta. O mercado procura cada vez mais capacidade de adaptação, pensamento crítico, comunicação, literacia financeira e iniciativa. Competências que raramente cabem num plano curricular, mas que fazem frequentemente a diferença entre conseguir uma oportunidade ou continuar à procura dela.
Eduardo Armando conhece bem essa realidade. Quando terminou a licenciatura em Filosofia, acreditava que estava preparado para iniciar a sua carreira. Tinha estudado, tinha objectivos e queria trabalhar. O que não imaginava era que o maior desafio não seria aquilo que aprendera na universidade, mas sim transformar essa formação em oportunidades concretas.
Foi então que decidiu procurar formas de se preparar melhor para o mundo profissional. Nesse momento conheceu o “Ready to Work”, programa de capacitação para jovens promovido pelo Absa Bank Moçambique: “O ‘Ready to Work’ mudou completamente a minha vida. Hoje tenho o meu próprio empreendimento, que me permite sustentar e continuar a crescer na área financeira e empresarial.”
O percurso de Eduardo acabou por seguir um caminho que nunca tinha imaginado. Descobriu o empreendedorismo, ganhou ferramentas para gerir melhor os seus recursos e, sobretudo, encontrou confiança para construir o próprio futuro.
O “Ready to Work” ajuda jovens a transformar conhecimento em confiança, empregabilidade e oportunidades
Seguir um novo caminho
A história de Aida Cossa foi diferente. O objectivo nunca foi criar o próprio negócio. Queria apenas conseguir a primeira oportunidade. No entanto, depois de concluir a sua formação académica, sentia que tinha uma sólida preparação técnica, mas faltava-lhe experiência para enfrentar entrevistas, processos de selecção e os desafios do ambiente profissional: “O ‘Ready to Work’ ajudou-me a desenvolver as minhas capacidades profissionais. Primeiro consegui um estágio e, poucos meses depois, uma oportunidade de emprego numa organização internacional ligada à área da segurança alimentar.”
Para Aida, o programa fez aquilo que muitos procuram quando terminam os estudos: ajudou-a a transformar potencial em confiança. “Quando saímos da academia temos muito conhecimento, mas nem sempre sabemos como aplicá-lo no mundo do trabalho. É exactamente essa diferença que o ‘Ready to Work’ ajuda a superar.”
A universidade continua a ser o ponto de partida. Mas o primeiro emprego raramente depende apenas do conhecimento adquirido na sala de aula. E, num contexto em rápida transformação, aprender não termina quando termina o curso. Saber comunicar uma ideia, trabalhar em equipa, resolver problemas, gerir recursos ou adaptar-se à mudança tornaram-se tão importantes como o conhecimento técnico.
Exemplos inspiradores
Estas histórias estão longe de ser casos isolados. Desde 2016, o “Ready to Work” já impactou mais de 22 000 jovens moçambicanos entre os 16 e os 35 anos, tornando-se uma das maiores iniciativas privadas de desenvolvimento de competências para a juventude no País. Com alcance nacional, o programa já realizou nove edições e prepara agora uma décima, renovada para responder às transformações tecnológicas, económicas e profissionais que estão a redefinir o futuro da vida profissional.
É também por reconhecer que o desenvolvimento não termina com a formação que o Absa aposta ainda no Programa de Graduados, que proporciona a recém-formados uma experiência profissional estruturada, um contacto directo com equipas multidisciplinares e uma oportunidade de iniciarem a carreira num ambiente de aprendizagem contínua.

Para Hanifa Hassangy, directora de Capital Humano do Absa Bank Moçambique, investir na empregabilidade significa investir na capacidade de o País crescer de forma sustentável: “O nosso objectivo nunca foi apenas ajudar os jovens a encontrar o primeiro emprego. Queremos contribuir para que tenham capacidade de construir carreiras, liderar equipas, criar empresas e participar activamente no crescimento de Moçambique. O talento existe. O que faz a diferença são as oportunidades para o desenvolver.”
Um diploma pode abrir uma porta. Mas é a confiança para atravessá-la que muda um percurso. E, quando isso acontece, não muda apenas a vida de uma pessoa. Muda, pouco a pouco, o futuro de um país.

























































