Cuidar das finanças envolve mais do que controlar gastos e economizar todos os meses. Algumas decisões que parecem inofensivas podem comprometer o crescimento do património ao longo do tempo, muitas vezes sem que a pessoa perceba.
Segundo a CNBC, um hábito muito comum pode reduzir, de forma silenciosa, o poder de compra das poupanças. Perceba porquê e saiba como evitar este problema.
Manter grande parte das poupanças em dinheiro ou numa conta bancária sem remuneração pode limitar o crescimento do património. De acordo com a CNBC, a inflação corrói gradualmente o valor real do dinheiro.
Na prática, embora o saldo da conta permaneça inalterado, o seu poder de compra diminui ao longo do tempo. Isto significa que a mesma quantia permite adquirir cada vez menos bens e serviços à medida que os preços aumentam.
Como é que a inflação reduz o poder de compra?
A inflação corresponde ao aumento generalizado dos preços na economia. Quando sobe, o dinheiro perde valor se permanecer parado ou aplicado em produtos que não acompanhem essa evolução.
Por isso, rever periodicamente onde estão aplicadas as poupanças pode ajudar a preservar o património a longo prazo, sobretudo em períodos de inflação mais elevada.
Quanto dinheiro faz sentido manter disponível?
Manter uma parte das poupanças em dinheiro ou em aplicações de elevada liquidez continua a ser importante para fazer face a despesas inesperadas e situações de emergência. Uma reserva financeira permite suportar gastos imprevistos, como reparações na habitação, avarias no automóvel ou uma perda temporária de rendimento.
O montante dessa reserva depende da situação financeira de cada pessoa. Ainda assim, é geralmente recomendável dispor de um valor suficiente para cobrir entre três e seis meses de despesas, permitindo enfrentar imprevistos sem comprometer o equilíbrio financeiro.
Como proteger melhor as poupanças?
Além de constituir uma reserva de emergência, criar o hábito de poupar regularmente pode facilitar a acumulação de património ao longo do tempo. Uma forma simples de o fazer é programar transferências automáticas para uma conta destinada à poupança, tornando esse processo parte da rotina.
Segundo a CNBC, vale ainda a pena avaliar produtos de poupança ou investimento que ofereçam rendimentos capazes de acompanhar, pelo menos, a inflação. Desta forma, é possível reduzir a perda de poder de compra e aumentar as probabilidades de preservar o valor das poupanças no longo prazo.
Fonte: Fast Company Brasil




























































