O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM, IP) está a reforçar a cooperação com o Quénia com o objectivo de impulsionar a comercialização agrícola, promover as exportações de produtos nacionais e atrair investimento para o sector agro-alimentar, no âmbito da participação do País na 4.ª edição da Afro World Agri Food International 2026, informou esta quarta-feira, 5 de Agosto, a Agência de Informação de Moçambique.
Segundo o órgão, a iniciativa é liderada pelo director-geral do ICM, Luís Jobe Fazenda, que representa Moçambique no certame, a decorrer entre os dias 4 e 7 de Agosto. Depois do evento, o responsável reuniu-se com o alto-comissário de Moçambique no Quénia, Jacinto Januário Maguni, para analisar oportunidades de cooperação económica e reforçar a diplomacia comercial entre os dois países.
O encontro centrou-se na identificação de mecanismos para ampliar o intercâmbio no sector agro-alimentar, promover o investimento e facilitar o acesso dos produtos moçambicanos aos mercados da região.
De acordo com o ICM, “a missão enquadra-se na estratégia do Governo de aprofundar as relações económicas com países africanos, através da criação de parcerias que contribuam para o aumento da produção, da comercialização agrícola e da integração dos mercados no continente”.
Durante a audiência, Luís Jobe Fazenda apresentou o papel desempenhado pelo Instituto de Cereais de Moçambique na organização do mercado nacional de cereais, destacando as responsabilidades da instituição na coordenação das importações de arroz e trigo, bem como na promoção das exportações agrícolas.
Entre os produtos identificados como prioritários para expansão nos mercados internacionais encontram-se o feijão-boer e o feijão-holoco, culturas que têm vindo a ganhar importância nas exportações agrícolas moçambicanas.
Para o ICM, a participação na Afro World Agri Food International 2026 representa uma oportunidade para reforçar a visibilidade de Moçambique junto de investidores e operadores do sector agro-alimentar africano, criar novas parcerias comerciais e estimular o investimento em toda a cadeia de valor agrícola.
A instituição considera ainda que o fortalecimento da cooperação com o Quénia poderá contribuir para ampliar os canais de comercialização dos produtos nacionais, promover a integração regional e apoiar os esforços de reforço da segurança alimentar no continente africano.



























































