Os Estados Unidos da América afirmaram, nesta quarta-feira, 5 de Agosto, que a parceria com Angola “nunca foi tão forte” e assinalaram o investimento de 160 milhões de dólares na remoção de mais de 100 mil minas no país desde 1994.
Segundo a Lusa, a afirmação foi feita pela encarregada de negócios dos Estados Unidos em Angola, Shannon Cazeau, durante a cerimónia de abertura da segunda reunião do Comité Conjunto de Cooperação em Defesa entre os dois países (DEFCOM), realizada no Ministério da Defesa, em Luanda.
“A nossa parceria nunca foi tão forte”, declarou a responsável, considerando que a relação bilateral, “outrora distante”, se transformou, ao longo da última década, “numa parceria assente no respeito mútuo, numa cooperação económica crescente e em interesses comuns”.
Shannon Cazeau afirmou que o programa de desminagem financiado pelos Estados Unidos “deverá tornar Angola livre de minas até ao final desta década”.
A responsável destacou ainda que mais de 60 empresas norte-americanas operam actualmente em Angola, investindo “milhares de milhões de dólares no futuro do país”. Acrescentou que, através do Corredor do Lobito, Washington está a mobilizar mais de mil milhões de dólares em financiamento público e privado para projectos de infra-estruturas.
Referiu igualmente que o Governo norte-americano está a apoiar a modernização das Forças Armadas Angolanas através da aquisição de equipamento de defesa compatível com os padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em colaboração com empresas como a Oshkosh Defense, a GM Defense e a Bell/Textron.
Shannon Cazeau salientou também o reforço da cooperação militar, assinalado pela recente admissão de um cadete angolano na Academia da Força Aérea dos Estados Unidos e pela criação de um Programa de Parceria Estatal com a Guarda Nacional do Ohio.
A encarregada de negócios elogiou ainda o papel de Angola na diplomacia regional, desde o Processo de Luanda e a presidência da União Africana, em 2025, até aos Acordos de Washington, assinados em Dezembro, que classificou como um “apelo à paz e à estabilidade no leste da República Democrática do Congo (RDC)”.
“A relação entre os Estados Unidos e Angola nunca foi tão sólida”, reiterou, defendendo que a cooperação em defesa assenta “num diálogo franco e aberto entre parceiros iguais”.




























































