Uma delegação do Governo sul-africano recebeu “compromissos firmes” de empresas chinesas para apoiar a concretização de mais de 100 gigawatts de nova capacidade de produção de electricidade na próxima década, noticiou a Bloomberg, nesta terça-feira, 4 de Agosto.
De acordo com a agência, responsáveis da empresa pública de electricidade Eskom, da Corporação de Desenvolvimento Industrial e do Banco de Desenvolvimento da África do Sul reuniram-se, durante uma visita a Pequim, na China, com representantes de “um conjunto de empresas estatais e do sector privado”, afirmou o ministro da Electricidade e Energia, Kgosientsho Ramokgopa, numa entrevista à televisão pública.
“Existem compromissos firmes para a instalação de indústrias de produção de transformadores, bem como para o fabrico de cabos, torres de transmissão, inversores e contadores inteligentes. Algumas empresas estão já a expandir a sua presença no país”, afirmou o ministro a partir da capital chinesa.
A maior economia de África está a expandir a sua infra-estrutura eléctrica, ao mesmo tempo que reduz gradualmente a dependência das centrais a carvão e aumenta a utilização de energias renováveis.
No âmbito desta reforma, a Eskom será dividida em unidades autónomas de produção, transmissão e distribuição. Está igualmente prevista a criação de um operador independente do sistema, responsável pela gestão da rede eléctrica, pelo comércio de energia e pelo acesso dos produtores privados ao mercado.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, aprovou, na semana passada, a versão mais recente do plano de reestruturação.
Estão igualmente em curso vários programas governamentais destinados a atrair investimento privado para o sector energético.
“Já estruturámos os projectos, incluindo a expansão e modernização de 14.500 quilómetros de linhas de transmissão”, acrescentou Ramokgopa, afirmando que esta oportunidade poderá servir de porta de entrada para empresas interessadas em expandir as suas operações em África.
“A África do Sul é um ponto de partida. Estamos a reunir todos estes actores e, a partir daqui, poderão expandir-se para o continente”, salientou.
Segundo o ministro, a Europa, que já participa no sector energético sul-africano, será a próxima região a ser abordada para atrair novos investimentos. “Essas conversações já começaram”, afirmou.



























































