O Governo aprovou uma estratégia para desenvolver o turismo de negócios em Moçambique até 2030, prevendo receitas anuais de 106 milhões de dólares, através da realização de 38 conferências, congressos e outros eventos internacionais.
A Estratégia do Turismo de Negócios de Moçambique para 2026-2030, designada MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions), foi aprovada esta terça-feira (4) pelo Conselho de Ministros e pretende posicionar o País num dos segmentos mais rentáveis da indústria turística.
Segundo a Lusa, o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, explicou que a estratégia está orientada para a realização de reuniões, viagens de incentivo, conferências, feiras e outros eventos profissionais, considerados um importante motor de crescimento económico e desenvolvimento.
O governante afirmou que os indicadores internacionais demonstram que o turismo de negócios é actualmente um dos segmentos de maior valor acrescentado da indústria turística, justificando a aposta do Executivo na captação de eventos internacionais.
“O papel do Governo é criar facilidade para que os eventos, públicos ou privados, sejam realizados”, declarou.
De acordo com Impissa, as projecções apontam para um mercado MICE em Moçambique superior a 900 milhões de dólares, com crescimento sustentado até 2030.
“No mesmo ano, espera-se que o País arrecade cerca de 106 milhões de dólares como resultado da realização de 38 conferências, congressos e reuniões de incentivo”, afirmou.
“Cada grande evento gera receitas para hotéis, transportes, restauração, comércio e serviços especializados”
Inocêncio Impissa – porta-voz do Conselho de Ministros
O Governo considera que uma das principais vantagens do turismo de negócios é o maior nível de despesa dos visitantes, que poderá ser entre duas e quatro vezes superior ao do turismo de lazer. A menor dependência da sazonalidade deverá também contribuir para uma ocupação hoteleira mais equilibrada ao longo do ano.
“Cada grande evento gera receitas para hotéis, transportes, restauração, comércio e serviços especializados”, afirmou Inocêncio Impissa.
Segundo o governante, a estratégia deverá ainda favorecer a captação de investimento directo estrangeiro, criar novas oportunidades para as empresas nacionais e promover a inovação, a transferência de tecnologia e a cooperação científica e empresarial.
O Executivo estima igualmente que a implementação da estratégia contribua para a criação de emprego qualificado e para o reforço das cadeias de valor ligadas ao turismo, numa altura em que o fluxo de turistas em Moçambique aumentou para 1,27 milhões em 2025, representando um crescimento de quase 15% em relação ao ano anterior.
Dados divulgados anteriormente pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, indicam que o número de turistas estrangeiros alojados em estabelecimentos hoteleiros mais do que triplicou entre 2020 e 2024, passando de 216 297 para 757 458. O período coincidiu com a introdução da isenção de vistos para cidadãos de 29 países.
Em contrapartida, o número de hóspedes nacionais diminuiu 18%, passando de 1,34 milhões, em 2020, para 1,1 milhão, em 2024.


























































