A Amazon anunciou uma iniciativa semelhante à da Starlink, que consiste em fornecer conectividade directamente para smartphones a partir do espaço. A iniciativa pretende permitir chamadas de voz, envio de mensagens, acesso à Internet e serviços de emergência em áreas sem cobertura das redes móveis tradicionais.
Para concretizar este objectivo, a Amazon apresentou um pedido à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos da América (FCC, na sigla em inglês de Federal Communications Commission), solicitando autorização para colocar em órbita 5105 novos satélites de órbita baixa (Low Earth Orbit – LEO) até 2028.
A nova constelação complementará a iniciativa de Internet via satélite da empresa, que prevê um total de cerca de 3200 satélites. Destes, aproximadamente 396 já se encontram operacionais, reforçando gradualmente a infra-estrutura destinada a disponibilizar serviços de conectividade em regiões sem cobertura terrestre.
A expansão da rede permitirá estabelecer ligações directas entre satélites e smartphones para chamadas de voz, mensagens, acesso à Internet e serviços de emergência. Caso concretize os novos planos, a Amazon poderá ultrapassar a marca dos oito mil satélites em órbita nos próximos anos, aproximando-se da dimensão da rede da Starlink, actualmente líder no segmento da conectividade via satélite.
Além da expansão da sua infra-estrutura orbital, a empresa anunciou recentemente a intenção de adquirir a operadora norte-americana Globalstar, que opera uma constelação de satélites de órbita terrestre baixa. Se a operação for concluída, a Amazon poderá beneficiar da rede já existente da empresa e manter acordos estratégicos, incluindo o fornecimento de serviços de comunicação via satélite para dispositivos da Apple.
A companhia pretende ainda estabelecer parcerias com operadoras móveis em vários países, replicando o modelo adoptado pela Starlink em colaboração com a T-Mobile nos Estados Unidos da América. O objectivo é oferecer uma solução integrada que permita aos utilizadores manterem-se ligados, independentemente da sua localização.
Segundo o portal Sapo, a empresa pretende igualmente utilizar frequências actualmente associadas à rede Iridium em mercados internacionais. A aposta reforça a crescente concorrência no mercado da conectividade via satélite, considerado estratégico para reduzir a exclusão digital e assegurar comunicações em regiões remotas, zonas afectadas por catástrofes e áreas sem infra-estrutura terrestre.
Embora ainda dependa da aprovação das autoridades reguladoras, a iniciativa evidencia a ambição da Amazon de transformar o espaço numa extensão das redes móveis convencionais, aproximando-se da visão de uma conectividade universal e permanente.
Se os planos forem concretizados, os utilizadores poderão, no futuro, realizar chamadas, enviar mensagens e aceder à Internet directamente através dos seus smartphones, sem necessidade de antenas adicionais ou equipamentos especializados, bastando uma ligação aos satélites em órbita baixa da Terra.



























































