O volume de negócios entre Angola e a China atingiu os 10,8 mil milhões de dólares no primeiro semestre de 2026, metade das trocas comerciais registadas em todo o ano de 2025, anunciou nesta segunda-feira (3) o embaixador chinês em Angola, Zhang Bin, no final de uma audiência com o presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, segundo informou a Lusa.
De acordo com o diplomata, só em 2025, “as trocas comerciais entre os dois países totalizaram 20,8 mil milhões de dólares e, durante os primeiros seis meses deste ano, o volume de negócios já atingiu 10,8 mil milhões de dólares. Esperamos que este valor supere o do ano passado”, afirmou.
Durante o encontro, Zhang Bin e Adão de Almeida passaram em revista o estado das relações de cooperação entre os dois países e manifestaram interesse em reforçar os contactos institucionais, nomeadamente através de visitas de alto nível entre os presidentes dos parlamentos de Angola e da China.
Os dois responsáveis defenderam igualmente o aprofundamento da cooperação e do intercâmbio entre as comissões especializadas dos respectivos parlamentos, bem como a intensificação da troca de experiências em matéria de governação.
Zhang Bin destacou ainda a abertura e disponibilidade de empresas e investidores chineses para investir em Angola. “Nos últimos tempos também recebemos muitas delegações de empresários chineses que vêm da China para conhecer o ambiente de negócios em Angola e temos muitos projectos em fase de concretização”, afirmou.
Questionado sobre o número de vistos solicitados à embaixada chinesa, Zhang Bin revelou que, entre Janeiro e Junho deste ano, foram emitidos mais de três mil vistos a cidadãos angolanos que viajaram para a China.
“Este número registou um crescimento significativo em comparação com o período pós-pandemia e reflecte igualmente o aumento do fluxo de pessoas entre os nossos países”, concluiu.
Angola e a China mantêm relações de cooperação há 43 anos. O país asiático, que desempenhou um papel relevante na reconstrução de Angola após a guerra civil, mantém investimentos nos sectores da agricultura, mineração, finanças, comércio, indústria transformadora, parques industriais, imobiliário e serviços.


























































