O ouro está a ser negociado, nesta segunda-feira, 3 de Agosto, com uma valorização de 0,26%, negociando nos 4053,02 dólares por onça. O aumento acontece numa altura em que o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, anunciou negociações com o Irão, marcadas para esta segunda-feira. O preço do petróleo caiu e as preocupações com a inflação e as perspectivas para as taxas de juros foram aliviadas por este anúncio, que se seguiu a uma nova pausa nos ataques no Médio Oriente revelada por Trump na rede social Truth Social.
Os investidores focados em ouro, que encerrou Julho com um ganho de 1%, registando o primeiro aumento mensal desde Fevereiro, estão atentos aos próximos passos da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), após o New York Times ter noticiado que o presidente Kevin Warsh afirmou estar a considerar reduzir a frequência das reuniões sobre política monetária. Qualquer redução representaria uma mudança significativa para o banco central americano, que actualmente mantém oito reuniões por ano e, na última quarta-feira (29), votou (9 contra 3) para manter as taxas de juros.
“O ambiente está um pouco melhor em termos de suporte para o ouro neste momento, depois da reunião da Fed”, disse Samantha Dart, co-directora de Investigação Global em matérias-primas na Goldman Sachs, à Bloomberg News. Segundo a analista, o receio de taxas de juro mais altas aumenta o custo de oportunidade de manter o ouro, levando os investidores a reduzir as suas posições. “A nível táctico, ainda não estamos totalmente fora de perigo”, acrescentou.
O ouro caiu mais de 20% desde o início da guerra entre os EUA e o Irão, há mais de cinco meses. Segundo Ahmad Assiri, estratega de mercado na Pepperstone Group Ltd., em nota citada pela Bloomberg, o metal recebeu um “segundo cartão de alívio” e está a consolidar “depois de Trump ter atrasado os ataques ao Irão durante o fim-de-semana” e “após o tom moderadamente hawkish” da Fed na semana passada. “As yields estão a subir gradualmente, o que resulta numa pressão marginal sobre a atractividade do ouro, mas esta correlação ainda é algo moderada”, afirmou, acrescentando: “A turbulência relacionada com o Irão deverá pesar em sentido descendente durante a semana, caso a diplomacia regional não resulte num desfecho positivo”.
























































