Mulheres pan-africanas defenderam na sexta-feira (31 de Julho) maior protecção, financiamento e acesso à informação para mulheres que atravessam fronteiras para fazer negócios, considerando que são apoios essenciais para impulsionar a sua participação económica no continente africano.
Segundo a Lusa, a posição foi defendida pela alta-comissária do Maláui em Moçambique, Wezi Moyo, durante uma cerimónia realizada em Maputo para assinalar o Dia da Mulher Pan-Africana. O evento reuniu representantes de Moçambique, Angola, Nigéria e Ruanda, numa iniciativa promovida pelo Ministério do Trabalho, Género e Acção Social.
“As mulheres produzem 70% dos alimentos de África e representam 60% da força de trabalho agrícola, mas ainda possuem menos de 20% das terras. Não haverá transformação sem financiamento às mulheres”, afirmou a diplomata.
Wezi Moyo destacou igualmente o papel das mulheres no comércio transfronteiriço informal e defendeu a criação de mecanismos que facilitem o acesso ao financiamento, à informação e à protecção, reduzindo as barreiras à actividade e incentivando a sua formalização.
“As mulheres representam 70% dos comerciantes transfronteiriços informais. Temos de dar financiamento, informação e protecção às comerciantes transfronteiriças. Precisamos de mais instrumentos para integrá-las no comércio e formalizar o mesmo”, declarou.
Por sua vez, a secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), Cidália Chaúque, apontou a violência baseada no género, as uniões prematuras, as alterações climáticas, os conflitos armados e outros desastres naturais entre os principais desafios que continuam a afectar de forma desproporcionada mulheres e raparigas.
“Por isso, renovamos o nosso compromisso de continuar a promover políticas, programas e iniciativas que reforcem a participação efectiva das mulheres em todos os sectores da sociedade”, afirmou Cidália Chaúque, dirigente da organização feminina da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder desde 1975.
O Dia da Mulher Pan-Africana assinala-se a 31 de Julho e evoca a criação da Organização Pan-Africana das Mulheres, fundada em 1962, em Dar es Salaam, na Tanzânia. A data é dedicada à promoção da igualdade de género, da emancipação e do desenvolvimento das mulheres no continente africano.


























































