Apesar de cada vez mais os rótulos dos vinhos apresentarem todo tipo de informação para ajudar os enófilos na hora da compra, nem sempre um produtor especifica no contra-rótulo se o vinho passou ou não por barricas de carvalho. Assim, como saber se um determinado vinho estagiou (ou fermentou) em madeira?
A verdade é que não existe uma forma totalmente fiável de determinar se um vinho estagiou em madeira apenas pela prova. Embora existam aromas e sabores habitualmente associados ao contacto com barricas, compostos semelhantes podem formar-se durante a vinificação, criando a impressão de que o vinho passou por madeira quando isso não aconteceu. A confirmação só pode ser obtida junto do produtor, através da ficha técnica ou da informação disponível no rótulo.
Ainda assim, quem quiser tentar identificar essa característica pode procurar alguns indícios, sobretudo nos aromas. Notas de baunilha, café, fumo, caramelo, cedro, canela ou coco são frequentemente associadas ao estágio em barricas de carvalho, especialmente nos vinhos tintos.
No paladar, porém, a tarefa torna-se mais complexa. A passagem por madeira pode conferir maior estrutura ou suavizar os taninos, dependendo do tipo de barrica, do tempo de estágio e do processo de vinificação. Por isso, a melhor avaliação resulta da conjugação entre aromas e sabores, sem dispensar a informação fornecida pelo produtor.
Há madeiras e madeiras
Quando se fala em estágio em madeira, o carvalho é a referência mais conhecida, mas está longe de ser a única. Existem diferentes espécies de carvalho, cada uma capaz de transmitir características distintas ao vinho, e, embora menos frequentes, também podem ser utilizadas outras madeiras.
Além disso, o contacto com a madeira pode ocorrer em diferentes fases da produção. O vinho pode fermentar ou estagiar em barricas, mas também pode adquirir essas características através da utilização de lascas ou aduelas (staves) de carvalho. O tipo de tosta, a dimensão das barricas e o número de utilizações influenciam igualmente o perfil final do vinho.
Fonte: Revista Adega



























































